A Palavra dos Leitores | 30-12-2013 09:13

Questionar as profecias da agricultura biológica

Com o aumento da população mundial, aumento esse exponencial, a minha opinião é que o Mundo só pode sobreviver através de um proporcional aumento na produção de alimentos de origem vegetal ou animal. A produção de alimentos sem recurso a produtos químicos ou técnicas de modificação genética é mais dispendiosa e possivelmente demora mais tempo e esse é que é o grande problema. Actualmente em muitos países, principalmente na Europa, um frango criado numa quinta custa aproximadamente três vezes ou mais que um frango de aviário. E os vegetais de origem biológica são mais escassos e também mais caros. Todos sabemos que a utilização dos pesticidas e a adubação excessiva pode ser prejudicial á saúde mas talvez menos prejudicial que o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e do tabaco. Esquecemos que a falta de alimentos foi o que originou principalmente desde a II guerra mundial a urgente necessidade do uso de fertilizantes para o aumento da produtividade de modo a fazer face às carências alimentares. Sem dúvida que que a agricultura biológica ou criação de animais em seio natural é mais saudável que a que se pratica usando fertilizantes ou a criação de animais em espaços artificiais (aviários e outros) mas só o recurso a esse” modo natural” será suficiente para alimentar o mundo? Conhecendo geologicamente a diversidade pedológica dos terrenos no Planeta, com propriedades químicas e físicas muito diferentes nos diversos locais como será possível que sem alterações nos solos mais pobres, a agricultura biológica (orgânica) seja possível em todo o mundo em 2020? Não seria mais credível afirmar que se continuaria com precaução a agricultura química nos solos mais pobres (calcários e arenosos) tentando progressivamente aumentar nos solos com mais nutrientes (humosos e argilosos) a agricultara biológica? Mas em 2020? Sete anos? Possivelmente só através da Pedra Filosofal de António Gedeão em que o” Sonho comanda a vida. Profecias á muitas, mas poucas se realizaram. Leopoldo Anjos Santos Notícia relacionada: http://www.omirante.pt/index.asp?idEdicao=54&idSeccao=543&id=67349&Action=noticia&title=Comentários#.Ur6qbTeYYdU

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