Arquivo | 12-05-2004 02:09

Floresta vigiada com câmaras

Floresta vigiada com câmaras
Câmaras de vigilância vão ser instaladas em Junho nos concelhos da Chamusca, Alpiarça e Almeirim, num projecto que visa detectar focos de incêndio numa fase inicial, de forma a evitar que se repita a tragédia do Verão de 2003.Rui Igreja, da Associação de Agricultores de Charneca (ACHAR), sedeada na Chamusca, disse hoje à Agência Lusa que esta é uma das componentes de um projecto patrocinado pela COTEC Portugal, Associação Empresarial para a Inovação, que se insere no esforço para melhorar o sistema de prevenção de incêndios na área dos concelhos abrangidos pela associação.Segundo disse, as câmaras de vigilância, ligadas ao Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS), permitirão visualizar quase 70 por cento dos 80.000 hectares de área florestal abrangida, captando imagens das zonas mais importantes.Sublinhando que se trata de uma zona onde a floresta já era ordenada e já existiam medidas de prevenção, Rui Igreja adiantou que, face ao que aconteceu em 2003, a associação entendeu, a par do projecto com a COTEC, reforçar o seu próprio sistema de vigilância e prevenção.Nesse sentido, foi adquirido um sistema de rádio próprio, aumentados os pontos de vigilância fixa e adquiridas mais viaturas com «kits» de combate a incêndios, afirmou.Por outro lado, a área abrangida pela ACHAR foi dividida em sete zonas, com meios concentrados em cada uma delas e uma coordenação comum.A área está ainda a ser alvo de um estudo patrocinado pela Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD), que visa testar métodos que minimizem a erosão em terrenos afectados pelos incêndios.O projecto, que está a ser desenvolvido desde Novembro em parcelas de demonstração de cerca de 40 hectares cada, distribuídas por várias explorações afectadas pelos incêndios, conta ainda com os apoios do Ministério da Agricultura, Instituto Superior de Agronomia, Câmara Municipal e da própria ACHAR.Segundo Rui Igreja, nessas parcelas foram criadas faixas de vegetação em curva de nível, para aumentar o atrito e diminuir a velocidade da água, e semeadas culturas de cobertura do solo de forma a minimizar o impacto das chuvas nos solos que ficaram desprotegidos.Por outro lado, foi tido especial cuidado nos “trabalhos de corte da madeira queimada, principalmente ao nível da movimentação de equipamentos pesados e arrastamento dos toros cortados, de modo a evitar configurações de sulcos que promovam um maior escoamento da água”, disse.Frisando que são acções sem efeito imediato, Rui Igreja afirmou que se tratam de medidas “sempre muito caras”, o que por vezes as torna “impraticáveis”.Lusa

Mais Notícias

    A carregar...

    Edição Semanal

    Edição nº 1380
    05-12-2018
    Capa Vale Tejo
    Edição nº 1380
    05-12-2018
    Capa Médio Tejo