Arquivo | 23-03-2005 02:59

Amigos do Forte defendem património histórico

A Associação Cívica para o Estudo do Património Cultural e Natural do Forte da Casa-“Os Amigos do Forte” está preocupada com o estado de abandono das fortificações defensivas das linhas de torres e reclama a rápida intervenção das autarquias e do Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR).Na última assembleia-geral, os sócios aprovaram uma moção pela reabilitação do património que vão enviar à Junta de Freguesia do Forte da Casa, Câmara Municipal de Vila Franca de Xira e IPPAR.No documento, “Os Amigos do Forte” denunciam a situação de “incúria” e “risco” em que se encontram os vestígios das Linhas de Torres na freguesia e apelam às entidades para que tomem medidas com carácter de urgência. Um dos exemplos é o largo do Forte da Casa cuja envolvente tem sofrido várias alterações sem ter em conta a relação com as fortificações. O mesmo aconteceu nas alterações dos terrenos dos futuros loteamentos da terceira e quarta fases da freguesia.A associação reclama do IPPAR a imediata classificação legal do conjunto monumental como património de interesse público com base em estudos elaborados pelo serviço de património da câmara.“Os Amigos do Forte” solicitam às entidades competentes que mobilizem recursos humanos e financeiros para a concretização do programa de salvaguarda e valorização já delineado.Em 2002, as câmaras de Vila Franca, Mafra e Torres Vedras e o IPPAR assinaram um protocolo de cooperação que visava a reabilitação e valorização das linhas de torres. Depois da elaboração de programas com base nos estudos realizados foram feitas algumas intervenções no terreno mas o processo foi interrompido por falta de financiamento.As fortificações das linhas defensivas de Torres Vedras datam de 1809 a 1812 e foram construídas para proteger as tropas das invasões francesas.

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