Arquivo | 28-03-2006 15:48

Câmara da Chamusca encomenda estudo para parque de reciclagem

A Câmara da Chamusca e o Instituto Superior T écnico (IST) celebram amanhã um protocolo para optimizar o Parque Eco do Relvão, uma zona industrial que visa transformar o concelho na "capital da reciclagem" do país.Com um custo de 60 mil euros, custeados em 85 por cento pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, este estudo visa avaliar as potencialidades do parque industrial criado pela autarquia destinado apenas a empresas de reciclagem ou que lidem com tecnologias de valorização dos resíduos.Em paralelo, está também agendada uma reunião na Carregueira para o próximo dia 31 de Março onde a autarquia irá expor à população os projectos de instalação de dois Centros de Tratamento de Resíduos Perigosos (CIRVER) no concelho.Para Sérgio Carrinho, presidente da Câmara (CDU), "a reciclagem e a indústria do ambiente" são prioridades para o município porque geram emprego e garantem a sustentabilidade do concelho, que se debate com vários problemas financeiros.O transporte das 300 mil toneladas anuais de resíduos industriais perigosos produzidos em Portugal é a principal preocupação dos autarcas e especialist as, que apontam as deficiências da rede viária como uma dos problemas a resolver .A conclusão do Itinerário Complementar 3 (IC3) e a construção de uma nova ponte sobre o Tejo fazem parte de um conjunto de propostas feitas pela autarquia e subscritas pelo PCP e pelo Bloco de Esquerda que ainda estão em análise pe la tutela. Um dos CIRVER pertence à empresa Sisav, que inclui os grupos Autovila, Sapec e Sarp Industries, corresponde a um investimento de 22 milhões de euros, tem capacidade de tratar 150 mil toneladas/ano de resíduos e criará até 76 postos de trabalho directos.O outro projecto pertence à Ecodeal, que junta os grupos FCC, José de Mello e Nelson Quintas, prevê o investimento de 25 milhões de euros, tem capacida de para tratar até 200 mil toneladas/ano de resíduos e cria até 40 postos de trabalho. Cada um dos consórcios reúne empresas especialistas na valorização de resíduos como solventes, óleos, tintas ou líquidos de refrigeração.Um dos compromissos negociados pela autarquia para aceitar a instalação destes equipamento obriga a que a maior parte dos trabalhadores residam no concelho. De acordo com o estudo de impacto ambiental destes equipamentos, a maior parte dos resíduos têm origem na cintura industrial de Lisboa e no sul do país , com 154 mil toneladas por ano, enquanto que o norte produz um total de 86 mil toneladas.

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