Arquivo | 24-07-2008 12:25

O orgulho de viver em Alhandra

“Sou muito orgulhosa de ser da terra de Afonso de Albuquerque. Temos muitas figuras ilustres como o Sousa Martins. Quando ele morreu, D. Carlos disse: ‘Apagou-se a mais brilhante estrela do meu reinado’. Isto diz tudo”, assume Maria Fernanda D’Alhandra. É uma eterna apaixonada pela vila que a viu nascer, “terra de gente muito sofredora que se revoltou e sofreu muito com a situação da ditadura, na época salazarista”.Dos nomes grandes que Alhandra deu ao país, recorda também o de Soeiro Pereira Gomes. “Na altura de criança não gostava dele, mas hoje reconheço que era um grande ser humano e um grande humanista”, reflecte. Do livro com maior visibilidade que o escritor publicou, “Gaibéus”, reconhece os locais e as personagens de Alhandra que o integram. “É uma obra fantástica. Na casa onde morava eu via perfeitamente o que era a escravatura. Crianças de 9 e 10 anos eram absolutamente escravizadas”, recorda.Na vila - “ a mais ribeirinha que o Tejo tem em todo o seu percurso” - não dispensa um passeio diário junto ao rio, de quem é “amante”. E de observar os jovens que todos os dias o exploram de todas as maneiras. “Não aguento muito tempo sem saborear o meu rico rio”, desabafa.

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