Arquivo | 28-12-2011 10:28

Vereadores da oposição insistem na suspensão das novas tarifas da água no Sardoal

Os vereadores socialistas na Câmara de Sardoal afirmam que os aumentos da água e a introdução de tarifas fixas pelo executivo de maioria PSD são “injustos e brutais”, insistindo na suspensão dos aumentos já em vigor.Em declarações à agência Lusa, o vereador Fernando Vasco (PS) disse que os recentes aumentos da água em “mais de 30 por cento” e a introdução de tarifas fixas que implicam “aumentos de mais de 300 por cento” no valor a pagar “são injustos e são um atropelo de consequências sociais imprevisíveis”, tendo defendido “aumentos com base de legalidade” e a “renegociação imediata” do contrato celebrado com a empresa Águas do Centro.“Os aumentos brutais nos preços da água, saneamento, resíduos sólidos e taxas de recursos hídricos reflectem-se sobretudo nos mais idosos e naquelas pessoas que têm pequenos contadores de água para a rega das suas hortas”, observou, tendo insistido na abertura de um processo formal de renegociação do contrato celebrado com as Águas do Centro, com o propósito de “adequar as premissas do contrato à realidade demográfica” do concelho e à sua previsível evolução no futuro próximo.“A nossa pretensão já foi rejeitada uma vez em sede de assembleia municipal mas insistimos, a bem das populações mais desfavorecidas, que seja suspensa de imediato a deliberação camarária que aprovou as novas tarifas de água,”, defendeu.O autarca advogou ainda que “até que seja concluído o processo de renegociação” do contrato, seja deliberado a “repristinação das anteriores tarifas” com a actualização dos respectivos valores pela taxa de inflação indicada pelo INE”, para o ano de 2010.Novas tarifas “são impopulares”Em declarações à agência Lusa, o vice-presidente da autarquia, Miguel Borges (PSD), disse que os aumentos não são de 300 por cento, “ao contrário do que afirmam os vereadores da oposição”, reconhecendo, ainda assim, que as novas tarifas “são impopulares e vão para além” do que a autarquia gostaria de aplicar.“Durante muito tempo este foi um dos municípios com a água mais barata do país e este aumento era obrigatório”, afirmou, tendo assegurado que o aumento do custo da água e das taxas de saneamento, a par da introdução de uma taxa fixa de 2,75 euros, é “acompanhado de medidas de apoio” que têm em atenção os idosos e as pessoas carenciadas.“Com esta medida, a população vai pagar cerca de 1 euro por metro cúbico e o prejuízo deverá ainda cifrar-se para a autarquia na ordem dos 30 mil euros”, observou, lembrando a questão de abastecimento “mais eficiente, mais equitativo e financeiramente mais sustentável”, como estando no centro das preocupações do executivo. “O desafio tem de estar também no uso eficiente e controlado deste recurso que é um bem escasso”, concluiu.

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