Arquivo | 23-05-2012 11:33

Paisagens do concelho de Benavente são agradáveis para os amantes dos pedais

Perto de 17 ciclistas dão rosto ao projecto de cicloturismo da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Samora Correia, concelho de Benavente. O grupo mantém uma intensa actividade que os leva a participar todos os fins-de-semana em provas que se organizam na região. Sempre que podem angariam donativos para o corpo de bombeiros de Samora Correia.

Pedalam por prazer, sem pressas, para conhecerem novos lugares, culturas e pessoas. O núcleo de cicloturismo da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Samora Correia, concelho de Benavente, tem cerca de 17 ciclistas entre os 40 e os 76 anos que levam o nome da cidade a várias provas em que participam semanalmente na região. Garantem que os ciclistas que vêm pedalar ao concelho saem sempre satisfeitos com as bonitas paisagens que descobrem.No dia 22 de Abril, o núcleo de cicloturismo de Samora organizou uma prova de 80 quilómetros que trouxe 250 ciclistas ao concelho. “Toda a gente gosta de cá vir porque encontram sempre paisagens agradáveis, com muitos animais nos campos, especialmente na zona de Santo Estêvão”, revelam os ciclistas. Os passeios não têm a vertente competitiva, mas é preciso alguma força para dar conta de tantos quilómetros numa manhã. Surgiram em 1998 quando Carlos Pato se juntou a alguns amigos para participarem numa prova de ciclismo que decorria na Barrosa. Ficou surpreendido quando verificou que era um passeio para ciclistas federados. O grupo resolveu inscrever-se na Federação Portuguesa de Ciclismo, associando-se à Sociedade Filarmónica União Samorense (SFUS). Em 2003, devido a algumas divergências, mudaram-se para a Associação dos Bombeiros Voluntários de Samora Correia. O objectivo passava também por angariar alguns bombeiros para as bicicletas, mas até agora não tiveram muita sorte. O núcleo de cicloturismo é independente da associação que apenas dá apoio administrativo e logístico. As verbas vêm da autarquia, da junta e dos próprios patrocinadores que angariam. “Quem gere as contas é a associação, mas nós não pedimos um único cêntimo. Fazemos até questão de arranjarmos alguns donativos para os bombeiros sempre que conseguirmos”, explica Josué Lopes. Qualquer pessoa pode juntar-se ao grupo, desde que siga um regulamento interno. A recepção é boa, como confirma Mário Marques que veio morar de Alverca, concelho de Vila Franca de Xira, para Samora e teve de deixar os amigos ciclistas da Chasa. “Costumamos dizer a brincar que o valor da minha transferência foi um garrafão e um saco de chouriços”, conta a rir-se. Entre as várias actividades que realizam ao longo do ano, destaca-se as peregrinações entre Samora Correia e Fátima de bicicleta. Todos os fins-de-semana participam em provas que têm no mínimo 50 quilómetros de distância. Durante a semana vão treinando consoante a disponibilidade de cada um. Um armário no novo quartel dos bombeiros já quase não chega para guardarem todos os troféus das provas em que participam. Pedalar é um vício e ninguém do grupo se imagina a encostar a bicicleta que os ajuda a libertar do stress do dia-a-dia. Só assim se justifica a actividade ininterrupta que desenvolvem há 14 anos.

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