Arquivo | 02-01-2013 14:30

Maioria e oposição estão de acordo: falta imaginação ao orçamento da câmara de Santarém

Maioria e oposição estão de acordo: falta imaginação ao orçamento da câmara de Santarém
Numa coisa maioria PSD e oposição estão de acordo relativamente ao orçamento da Câmara de Santarém: o mesmo é carente de imaginação. Se para a oposição de esquerda a falta de imaginação se revela pela repetição de projectos e intenções que saltitam de ano para ano, para o presidente da câmara Ricardo Gonçalves, que personifica a maioria social-democrata, o orçamento é realista e sem artifícios, logo sem imaginação, abdicando de tentações eleitoralistas apesar de 2013 ser ano de autárquicas.Quem está habituado a assistir a uma discussão sobre o orçamento na Assembleia Municipal de Santarém já sabe ao que vai. Porque os argumentos de cada lado são sempre os mesmos e carentes, também eles, de imaginação, apesar de alguns soundbytes que fazem a diferença de ano para ano. De um lado, o da oposição, críticas ao empolamento das receitas, com previsões de vendas de imóveis que nunca se concretizam, de entradas de capital (como a venda de 49% do capital da empresa Águas de Santarém) em que ninguém acredita. Em suma, falta credibilidade e imaginação ao orçamento.Do lado da maioria, o destaque para a redução do orçamento em 3 milhões de euros (passou a ser de 78 milhões, o mais baixo desde 2006), a intenção de pagar as dívidas a fornecedores e o abdicar de projectos que nesta altura do campeonato poderiam ser vistos como megalómanos. Obras sim, mas com parcimónia e financiamento garantido, como as requalificações da Estrada da Estação ou da Rua 31 de Janeiro e Avenida Gago Coutinho e Sacadura Cabral.A novidade este ano foi a introdução do conceito de medo como objecto de discussão. Idália Serrão, candidata do PS à câmara, já parece ter engatilhado a estratégia para a campanha contra Ricardo Gonçalves: o actual presidente é uma figura simpática mas que governa em navegação à vista, sem estratégia para o concelho e com medo de arriscar, limitando-se a uma gestão contabilística da dívida da autarquia. Uma alegada falta de ambição a que Ricardo Gonçalves chama realismo. “Não há aqui ninguém com medo do futuro, há aqui é responsabilidade”. E os resultados, diz, já se começam a ver, com a dívida a descer cerca de 9 milhões de euros durante 2012, dos 100 milhões para os 91 milhões. “Não nos vamos desviar deste caminho”, afirmou peremptoriamente e em tom mais exaltado, que arrancou aplausos da bancada “laranja” e de algumas pessoas na assistência. Já a oposição de esquerda (PS, CDU e BE) não aclamou e votou contra os documentos, aprovados por PSD e CDS.

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