Arquivo | 03-01-2013 07:24

João Loureiro crê que o Boavista “há de ser compensado por todo o mal que lhe foi feito”

João Loureiro tomou ontem posse como presidente do Boavista, numa cerimónia efectuada no Estádio do Bessa, no Porto, e disse que o clube "há de ser compensado por todo o mal que lhe foi feito".O dirigente falava à comunicação social após ter sido empossado juntamente com a sua direcção, composta por um presidente adjunto, Carlos Mota Cardoso, e oito vice-presidentes, entre os quais alguns anteriores dirigentes “axadrezados”.João Loureiro voltou ao Boavista após as eleições realizadas em 28 do mês passado, tendo-se apresentado como líder da única lista concorrente."Ninguém pense que sou um mágico", salientou hoje, numa breve intervenção em que recordou as linhas gerais do seu programa de acção para os próximos três anos e que foi escutada por várias dezenas de associados."Isto não vai melhorar de um dia para o outro", reforçou, acrescentando que as melhorias ocorrerão dia após dia.A sua grande prioridade será o Processo Especial de Revitalização (PER), a que o Boavista aderiu em Novembro último, por iniciativa da anterior direcção, presidida por Manuel Maio.O clube aderiu ao PER alegando "insustentabilidade financeira". No pedido dirigido ao Tribunal do Comércio de Vila Nova de Gaia, o Boavista reconhece ter quase 50 credores, aos quais deve 48,3 milhões de euros.No plano desportivo, por outro lado, o Boavista espera agora pelo resultado da decisão do Tribunal Central Administrativo do Sul (TCAS) de rejeitar o recurso apresentado pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF) da decisão, em primeira instância, da anulação da despromoção, em 2008, do clube à segunda liga.Tal decisão reforça a esperança dos boavisteiros de que o clube acabará por ser reintegrado no escalão maior do futebol português, a I Liga, mas João Loureiro prefere manter-se, para já, em silêncio sobre o assunto."Vou aguardar com calma, não quero falar de nada que possa ser entendido como pressão, quero que as coisas sigam o seu rumo, tendo a consciência de que o Boavista tem direitos e que esses direitos serão, comigo, com a minha direcção e a administração da SAD, integralmente defendidos", afirmou hoje.O dirigente afirmou esperar "que quem gere as instituições olhe para os assuntos e perceba que de facto há aqui uma grande injustiça, que tem de ser corrigida"."Se isso vier a acontecer não há necessidade de grandes agressividades", referiu.João Loureiro jamais falou em indemnizações ou na eventual recolocação do Boavista na Liga portuguesa de futebol, mas disse também que, "se houver boa-fé por parte de quem gere os destinos do futebol português, seja na área executiva seja na área da justiça, o Boavista tem boas razões para ter esperança no futuro, porque tem razão".Nesse sentido, acrescentou, "o Boavista, um dia, há de ser compensado por todo o mal que lhe foi feito" no plano desportivo, mas com consequências financeiras. Em 2008, recorde-se, o clube foi despromovido à segunda divisão do futebol português e hoje disputa o Nacional da II Divisão da Zona Norte."É bom que tenham a noção do momento difícil que o Boavista atravessa", resumiu, dirigindo-se aos associados.

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