Arquivo | 04-01-2013 07:17

Arguidos julgados em Olhão por alegado tráfico de armas para o IRA conhecem hoje a sentença

Os arguidos que estão a ser julgados no Tribunal de Olhão por alegado tráfico de armas para o IRA ficam hoje a conhecer a sentença, depois de o Ministério Público ter pedido penas de prisão efectiva para os cinco envolvidos.Apesar de nas alegações finais o Ministério Público ter admitido que não havia provas suficientes para condenar os arguidos por associação criminosa e ligação ao Exército Republicano Irlandês (IRA, na sigla original), os três irlandeses e dois portugueses envolvidos vão saber se são condenados pelo crime de tráfico de armas, com penas de cinco a seis anos de prisão.O grupo foi desmantelado em 2011 pela Unidade Nacional de Contra Terrorismo da Polícia Judiciária e três arguidos estão presos em Portugal, um está em liberdade e o quinto está na Irlanda e é alvo de um pedido de extradição das autoridades portuguesas.Conor Sheehan, de 49 anos, James Rice, de 61, Paulo Guerreiro, de 40, e António Mestre, de 39, são os arguidos que estão em Portugal, enquanto John McCann, de 53 anos, está na Irlanda e seria o alegado cabecilha do grupo.Fernando Cabrita, advogado do português Paulo Guerreiro, disse à Lusa esperar que o tribunal reconheça a inexistência de provas que liguem o seu representado a uma organização terrorista ou a uma associação criminosa e que o condene por simples tráfico de armas.“Como a prova de ligação a organização terrorista e de associação criminosa não foi feita, como o próprio Ministério Público admitiu nas alegações finais, pedi ao tribunal para condenar o meu representado por tráfico de armas, com uma pena de cinco anos, que deverá ser suspensa por ele estar detido preventivamente há ano e meio”, afirmou o advogado.Também Patrícia Veloso, advogada de António Mestre, disse à Lusa esperar que, com a falta de provas para ligar o seu cliente ao IRA e a qualquer associação criminosa, o tribunal deveria “condená-lo a uma multa ou a uma pena de prisão suspensa”.“Como ele fez uma confissão do crime, que foi parcial e não integral, admitindo que entregou as armas a outro arguido para serem supostamente enviadas para a Irlanda, espero que seja mantida a liberdade, com uma pena suspensa”, referiu a advogada do único arguido que não ficou em prisão preventiva.

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