Arquivo | 09-01-2013 15:35

Cidadão italiano confessa que furtou para trocar bens por droga

Um homem de nacionalidade italiana confessou hoje os 17 crimes de furto pelos quais está acusado, praticados em locais públicos da cidade de Lisboa, e disse que os cometeu para trocar os bens das vítimas por droga.Inicialmente, o arguido reconheceu, perante o coletivo de juízes da quarta Vara Criminal de Lisboa, a prática de 11 dos 17 furtos qualificados, acrescentando que "não se recordava" de ter cometido os restantes. Mas, depois de confrontado com fotografias dos seis furtos, a pedido da magistrada do Ministério Público (MP), o homem acabou também por assumi-los.Segundo o despacho de acusação, a que a Agência Lusa teve acesso, o arguido, de 50 anos, levou a cabo sete furtos na estação da gare do Oriente e os restantes em hotéis do Parque das Nações, em pastelarias, em restaurantes e na estação da Alameda, entre outubro de 2011 e fevereiro de 2012.O homem encontra-se em prisão preventiva ao abrigo deste processo na prisão de Caxias e o MP pede que lhe seja aplicada a pena acessória de expulsão do território nacional, uma vez que, com a sua conduta, violou, de forma grave, valores sociais e pôs em causa os interesses da ordem pública.De acordo com a acusação, o arguido dedicou-se, de forma habitual e reiterada, à prática de furtos de bens que ascendem a 20 mil euros.O homem, natural de Milão, disse hoje em tribunal que é casado, pintor de profissão e que está em Portugal há cerca de quatro anos, mas que só trabalhou durante seis meses. Acrescentou que não tem família nem em Itália, onde começou a consumir cocaína e heroína, nem em Portugal, onde não "possui qualquer autorização de residência válida".Uma vez que o arguido confessou integralmente e sem reservas os crimes, o Ministério Público dispensou as testemunhas e o coletivo de juízes determinou que se fizessem hoje, dia da primeira sessão, as alegações finais.A procuradora do MP pediu a condenação do homem, acrescentando que a confissão poderá trazer-lhe alguma vantagem na aplicação da pena.A advogada de defesa, por seu lado, destacou o facto de o seu cliente ter colaborado com a justiça e adiantou que o arguido está disponível para cumprir a pena em Portugal, uma vez que está a ser acompanhado e a levar a cabo, na prisão, um tratamento para que deixe as drogas.A defensora alertou e apelou ao tribunal para que pondere se é legalmente possível expulsar de Portugal um cidadão que faz parte da União Europeia.No final da sessão, o arguido pediu a palavra para "pedir desculpas" às vítimas.

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