Arquivo | 10-01-2013 17:20

GNR de Óbidos muda para antiga escola primária por falta de verba para novo quartel

Uma antiga escola primária de Óbidos vai ser transformada em quartel da GNR uma vez que a construção de novas instalações, protocolada com Governo em 2009, não vai avançar por falta de verba, informou a autarquia.“Havia um compromisso escrito, entre o anterior Governo e a câmara, mas que não vale de nada porque fomos informados de que não há dinheiro para construir o novo quartel da GNR e, portanto, propusemos a passagem do efetivo para a antiga escola”, disse hoje à agência Lusa o vice-presidente da câmara de Óbidos, Humberto Marques.A antiga escola primária, um edifício de dois andares localizado fora das muralhas do castelo, permite instalar o atual efetivo de menos de uma dezena de militares e “ficará preparado para aumentar esse número até 25 elementos”, acrescentou o vereador.Para tal a câmara pretende candidatar ao programa Operacional Regional do Centro o financiamento da obra de requalificação que Humberto Marques estima ser superior a 100 mil euros, mas que “só saberá em concreto quando o Ministério [da Administração Interna] definir o programa preliminar, para se poder avançar com o projeto”.As obras na escola serão suportadas em 85% por fundos comunitários, cabendo à autarquia uma comparticipação de 10% e ao Estado os restantes cinco por cento.A câmara e o Governo tinha acordado instalar na antiga escola uma loja do cidadão, projeto que, tal como um quartel da GNR construído de raiz, “não se irá concretizar, à semelhança de tantas outras obras do dossiê Ota que não passaram do papel”, lamentou Humberto Marques.A construção do novo quartel da GNR era uma das contrapartidas previstas pela não construção do aeroporto na Ota.O protocolo entre a câmara e o Governo, assinado em setembro 2009, estabelecia que o novo quartel se localizaria junto das piscinas municipais da vila e que o concurso público para a execução da empreitada seria lançado até ao final do primeiro semestre de 2010.A obra, orçada em 1,2 milhões de euros, nunca foi lançada mantendo-se a GNR no interior da vila medieval.

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