Arquivo | 10-01-2013 12:18

Trabalhadores com salários em atraso manifestam-se contra fecho de hotel em Santiago do Cacém

Os trabalhadores do Hotel Caminhos de Santiago, em Santiago do Cacém, que se queixam de três meses de salários em atraso, vão manifestar-se na sexta-feira contra o anunciado encerramento da unidade, revelou hoje fonte sindical.A ação prevê uma concentração junto ao hotel, às 10:00, sendo depois os representantes dos trabalhadores recebidos pelo presidente do município, às 10:30, esclareceu à agência Lusa Inácio Astúcia, do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Sul.Segundo Inácio Astúcia, no início desta semana, o advogado do Hotel Caminhos de Santiago informou o sindicato de que a unidade iria cancelar todas as reservas dos clientes e encerrar já na sexta-feira.Os 13 trabalhadores da empresa ainda não receberam os salários de novembro e dezembro, nem o subsídio de Natal, disse o sindicalista, acrescentando que, nos últimos 12 meses, o hotel tem tido dificuldade em pagar os vencimentos atempadamente.“Demos o prazo até ao fim do mês de dezembro para acertarem os salários, mas isso não aconteceu”, afirmou, avançando que o dono do hotel não consegue fazer aprovar um pedido de empréstimo bancário.Metade dos funcionários já rescindiu o contrato com a unidade hoteleira de quatro estrelas e, de acordo com Inácio Astúcia, os restantes deverão fazê-lo até final desta semana.“Há três meses que as pessoas estão a pagar para trabalhar”, sublinhou o sindicalista, lembrando que os funcionários têm de pagar o seu transporte e a alimentação, que o hotel não assegura.O dirigente do Sindicato da Hotelaria do Sul admitiu que há trabalhadores a viver “situações dramáticas” e que o encerramento do hotel também é “grave” para o turismo da região.“Não estamos só contra o empresário”, vincou, acusando o Governo de “não proteger as pequenas e médias empresas”.O Hotel Caminhos de Santiago, em funcionamento desde meados de 2008, nasceu da recuperação da antiga Pousada de Santiago do Cacém, um imóvel dos anos 40, e da construção de um novo bloco, com projeto de arquitetura de Francisco Aires Mateus.A pousada, a segunda mais antiga das Pousadas de Portugal, tinha apenas nove quartos e não era rentável, tendo sido encerrada por falta de viabilidade económica, colocada em hasta pública e comprada e restaurada por Pedro Rito, um empresário da região.O hotel é o primeiro e único de Santiago do Cacém, contando com 35 quartos, piscina e restaurante.

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