Arquivo | 11-01-2013 06:44

Advogados pedem absolvição de arguidos da “máfia do Oeste” por falta de provas

Os advogados dos arguidos do julgamento da denominada 'máfia do Oeste', acusados de associação criminosa e burlas, pediram ontem ao colectivo de juízes do Tribunal Judicial de Leiria a absolvição dos seus clientes, por falta de provas.Durante as alegações finais, que terminaram hoje, os advogados afirmaram que "não se provou nada" ao longo das sessões do julgamento.Todos os causídicos defenderam a "absolvição" dos arguidos, salientando a "inocência" dos mesmos.Na primeira parte das alegações, o procurador do Ministério Público (MP) pediu a condenação de todos os arguidos.O magistrado do MP pediu uma condenação de 11 anos de prisão para o principal arguido, o italiano Giovanni Lo Re, pelos crimes de burla qualificada, falsificação de documentos, associação criminosa, receptação e abuso de confiança. Segundo o procurador, o crime de receptação poderá ser substituído pelo de branqueamento de capitais.O magistrado considerou ainda que os arguidos Danielle Cammarata e Vicenzo Parasieite devem responder pelos mesmos crimes e cumprir penas de nove e sete anos, respectivamente.Relativamente ao arguido João Pedro, o magistrado defendeu uma pena de três anos e oito meses, suspensos por igual período, pelos crimes de associação criminosa e receptação.Para o arguido José Vitorino foi pedido uma condenação de três anos de prisão efectiva e um ano de pena suspensa para Nuno. A empresa Luzes Riachos deverá pagar uma multa única de 300 mil euros, a pedido do MP.Em julgamento estão quatro italianos e três portugueses detidos numa operação da Polícia Judiciária a 21 de Outubro de 2010, na zona de Bombarral e Torres Vedras, acusados de crimes de associação criminosa e burlas qualificadas, que terão lesado 20 empresas em cerca de 1,5 milhões de euros.Segundo o Ministério Público, o líder do grupo é um italiano que possui um mandado de detenção europeu por supostas ligações à máfia siciliana e sobre o qual recaem as mesmas acusações imputadas aos restantes arguidos: burla qualificada, falsificação de documentos, associação criminosa, receptação e abuso de confiança.O esquema montado passava por obter mercadoria a crédito junto de outras empresas europeias que nunca chegariam a receber o dinheiro, segundo a acusação.Já em Portugal, os produtos eram escoados, no mínimo a 30% abaixo do valor de mercado, através de uma empresa sediada em Torres Novas, que é também arguida neste processo, através dos seus representantes.A acusação sustenta que a maioria das burlas foi alegadamente cometida junto de empresas da Noruega, Grã-Bretanha, Dinamarca, Espanha e França, causando um prejuízo de 1.363.522,57 euros, já que a mercadoria nunca chegou a ser paga.O restante valor diz respeito a alegadas burlas a firmas portuguesas.A próxima sessão está marcada para o dia 22 de Janeiro, para as declarações finais dos arguidos, sendo nesse dia agendada a data da leitura do acórdão.

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