Arquivo | 11-01-2013 15:25

Quase 100 pessoas detidas em Portalegre por furto na actual campanha de azeitona

Quase 100 pessoas já foram detidas por furto de azeitona no distrito de Portalegre, desde Novembro passado e até hoje, no âmbito de uma operação da GNR que permitiu apreender mais de 17 toneladas daquele produto.O capitão João Janeiro, do Comando Territorial de Portalegre da GNR, indicou hoje à agência Lusa que, durante o mesmo tipo de operação em igual período de 2010/2011, os militares efectuaram apenas “três detenções”.“Existe uma grande diferença no número de detenções quando comparado com o do ano passado”, sublinhou.Na actual campanha, acrescentou o oficial, “a azeitona aumentou muito de preço”, o que “leva a que seja mais apetecível e rentável roubar, porque em duas horas é possível arranjar, para vender, 90 euros em azeitona”.Desde o dia 05 de Novembro do ano passado, data em que arrancou a operação “Colheita de Azeitona - 2012”, que termina no final deste mês, a GNR efectuou “94 detenções em flagrante delito”.Além disso, ainda relacionadas com o furto de azeitona, outras 12 pessoas foram identificadas e constituídas arguidas.“Até ao momento já apreendemos cerca de 17,6 toneladas de azeitona”, revelou.De acordo com o oficial da GNR, os homens são a maioria dos detidos, cujas idades variam entre os 19 e os 56 anos.A “grande maioria” dos detidos, mais precisamente 89 pessoas, tem nacionalidade portuguesa, acrescentou, referindo ainda que os suspeitos residem sobretudo nos concelhos alentejanos de Elvas, Campo Maior, Monforte e Avis.“A maioria dos detidos reside em Elvas, Campo Maior, Monforte e Avis”, acrescentou.Desde Novembro, a GNR registou 18 furtos de azeitona no distrito, tendo a maior parte deles ocorrido nos concelhos de Elvas, Campo Maior e Ponte de Sôr.O capitão João Janeiro acrescentou que “não é possível” quantificar, nesta altura, o valor dos danos provocados por estes roubos.“Uma oliveira que é destruída, no próximo ano não produz, além de que o prejuízo é mais avultado nas que são partidas e naquelas que têm rega e que são também destruídas. Por isso, só lá para o mês de maio é que vai ser possível quantificar os danos”, declarou.

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