Arquivo | 16-01-2013 09:59

Homem acusado de ter matado uma mulher, em Aveiro, há 13 anos, conhece acórdão

A leitura do acórdão do julgamento de José Guedes, o homem acusado de ter matado uma prostituta há 13 anos, em Cacia, está marcada para hoje no tribunal de Aveiro.José Guedes, que assumiu ser o denominado "estripador de Lisboa", negando-o mais tarde às autoridades policiais e judiciárias, é suspeito de ter matado uma prostituta de 18 anos, em Cacia, Aveiro, único crime que ainda não prescreveu.O julgamento está a decorrer desde outubro do ano passado com tribunal de júri, composto por três juízes e quatro jurados, que intervêm na decisão das questões da culpabilidade e da determinação da sanção.Nas alegações finais, o Ministério Público (MP) e a advogada do pai da vítima, que se constituiu como assistente no processo, pediram a condenação do arguido, apesar da ausência de prova direta.A procuradora do MP Marianela Figueiredo considerou que toda a prova feita no julgamento "é bastante para afirmar, além de qualquer dúvida razoável", que o arguido cometeu os crimes de que está acusado, e apelou à "ousadia sentencial" dos jurados.Já a advogada que defende José Guedes pediu a absolvição do seu cliente, considerando que o arguido está "completa e totalmente inocente", dos crimes de que está acusado.O arguido, de 46 anos, encontra-se em prisão preventiva há mais de um ano, e está acusado de um crime de homicídio qualificado, punível com pena de prisão de 12 a 25 anos, e outro de fogo posto, cuja moldura penal pode atingir os cinco anos, quando praticado com negligência.Segundo o despacho de acusação do MP, a que a agência Lusa teve acesso, em data incerta, entre 13 e 16 de janeiro de 2000, José Guedes abordou a vítima no lugar da Póvoa do Paço, em Cacia, com o pretexto de com ela manter relações sexuais remuneradas.O alegado homicida terá conduzido depois a jovem a uma casa isolada em construção, onde lhe terá desferido diversos golpes na cabeça, usando um instrumento contundente não determinado, e ter-lhe-á apertado o pescoço, causando-lhe lesões fatais.

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