Arquivo | 16-01-2013 15:14

Obras de Amadeo Souza-Cardoso nos 30 anos do Centro Arte Moderna da Gulbenkian

Uma exposição com 196 obras de Amadeo Souza-Cardoso (1887-1918) e ciclos de cinema e de performance vão assinalar o 30º aniversário Centro de Arte Moderna (CAM) da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.A temporada de 2013 foi hoje apresentada na sede da Gulbenkian pela diretora do CAM, Isabel Carlos, que sublinhou o caráter especial desta nova programação, cujo objetivo é "mostrar parte da coleção" do museu, inaugurado em 1983.A 25 de julho, dia em que serão celebrados os 30 anos de abertura, todo o edifício do CAM, desde as galerias, cafetaria e até as casas de banho (com instalações sonoras), vão ser ocupados com obras de arte, indicou a responsável aos jornalistas.Um dos pontos altos da temporada comemorativa vai ser a exposição dedicada a Amadeo de Souza-Cardoso, mostrando o CAM, pela primeira vez, todas as obras deste artista que existem no acervo, num total de 196, indicou à Lusa Isabel Carlos.Esta será uma parte do acervo que a entidade vai mostrar entre julho deste ano e janeiro de 2014 e que compreende um século de arte portuguesa, desde 1910 até à atualidade, com algumas obras de criadores estrangeiros.O CAM possui um acervo de arte de 9.000 obras, muitas delas doadas à instituição pelos artistas ou familiares, assinalou a diretora.Na quinta-feira vão ser inauguradas as três primeiras exposições da temporada, que incluem obras da artista afegã Lida Abdul e da australiana Narelle Jubelin, e ainda uma exposição de homenagem ao artista português Júlio dos Reis Pereira (1902-1983), com pintura e desenho.Outro momento em destaque na programação decorrerá a partir de 17 de outubro, com um ciclo de performance para celebrar os trinta anos desta forma de expressão artística em Portugal.Serão apresentadas performances semanais à hora do almoço e às 17:00, de artistas como Alberto Pimenta, Joana Bastos e Isabel Carvalho.Em abril será a vez da exposição "Galápagos" inaugurar no CAM, resultado de uma residência efetuada naquelas ilhas por 10 artistas britânicos e dois artistas portugueses: Filipa César e Paulo Catrica.Até ao final do ano, o CAM apresentará ainda uma exposição de 500 desenhos de Emmerico Nunes (1888-1968) que se julgavam perdidos, uma exposição de desenho, serigrafia e colagem de Fernando Azevedo (1923-2002) e outra da artista finlandesa Raija Malka.

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