Arquivo | 17-01-2013 15:15

Centro de Saúde da Lousã sem aquecimento há quatro dias por falta de pagamento de gás

O Centro de Saúde da Lousã, que abrange duas unidades de saúde familiar (USF), está sem aquecimento pelo quarto dia consecutivo por falta de pagamento de gás ao fornecedor, observou hoje a agência Lusa no local.Num aviso divulgado aos utentes, afixado de manhã nas instalações, o coordenador da USF Serra da Lousã, João Rodrigues, informa que o sistema de aquecimento central não funciona desde segunda-feira pelo facto de a Administração Regional de Saúde (ARS) do Centro não ter liquidado a “última fatura” de gás, no valor de 5.303,48 euros.O pagamento do gás a granel para aquecimento do edifício é uma responsabilidade conjunta da ARS-Centro e do Agrupamento de Centros de Saúde do Pinhal Interior Norte (ACES-PIN), disse João Rodrigues à Lusa, indicando que esta situação já tinha ocorrido uma vez neste inverno.Foi em finais do ano passado, quando a falta de aquecimento no Centro de Saúde “manteve-se cerca de 10 dias”, adiantou.“Não se entendem estas falhas”, já que “não falta dinheiro”, radicando o problema no "incumprimento das atividades de rotina” administrativas, lamentou.“O reabastecimento de gás não foi efetuado na devida altura”, lê-se no aviso, em que o médico pede desculpas aos utentes face ao “incómodo causado pelo frio”, que tem assolado o país nos últimos dias, especialmente as zonas montanhosas.Na segunda-feira, segundo João Rodrigues, a ACES-PIN encomendou à BP quatro toneladas de gás para a central de aquecimento do Centro de Saúde da Lousã, mas a empresa comunicou que não fará o reabastecimento “enquanto a fatura não for liquidada”.Na USF Serra da Lousã existem nalguns gabinetes “aquecedores elétricos portáteis comprados pelos médicos”, que, para o efeito, abdicaram do dinheiro de horas extraordinárias que tinham a receber, explicou o coordenador.A Lusa tentou obter a posição da ARS-Centro, que deverá pronunciar-se ainda hoje sobre este assunto.O Centro de Saúde da Lousã funciona há três décadas num edifício que pertence à Santa Casa da Misericórdia da Lousã, que recebe do Ministério da Saúde uma renda mensal na ordem dos 7.500 euros.O novo edifício que acolherá as duas USF e outros serviços locais de saúde está concluído há nove meses, mas os profissionais detetaram vários problemas no projeto cuja resolução está a ser ponderada pela ARS.

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