Arquivo | 18-01-2013 17:08

Deputado do PS desafia Governo a olhar para “quase exploração” de portugueses em França

O Deputado do PS eleito pelo círculo da Europa, Paulo Pisco, desafiou hoje o Governo a ter atenção à “quase exploração” de portugueses em França, em vez de “incentivar à emigração”.Em comunicado hoje divulgado, Pisco afirma que as declarações do primeiro-ministro, na quinta-feira em Paris, de que no Governo “ninguém aconselhou os portugueses a emigrar” são “uma falsidade”.“São falsas, mas também [são uma afronta] porque vêm acompanhadas por novos incentivos à emigração e por ignorarem a realidade difícil que hoje vivem as nossas comunidades”, afirma o deputado socialista.Considera incentivos à emigração declarações do primeiro-ministro em 2011, do Secretário de Estado da Juventude, Alexandre Mestre, do ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, e do dirigente do PSD Paulo Rangel.Para o deputado socialista, “ao mesmo tempo que finge que o Governo nunca mandou emigrar”, Passos Coelho dá “sinal para que os portugueses continuem a emigrar”, dizendo em Paris que “o Governo presta todo o apoio possível a quem decide sair e que a busca de oportunidades além-fronteiras não deve ser um estigma”.Para o Governo, afirma, a emigração significa menos cerca de três por cento de desemprego, menos prestações sociais para pagar e menos tensões sociais.“O Governo devia, isso sim, olhar para a quase exploração em que vivem atualmente muitos portugueses em França, onde estão, conforme foi recentemente divulgado pela Confederação Geral do Trabalho francesa, a ganhar cerca de metade do salário mínimo francês”, afirma.O deputado salienta ainda “situações altamente precárias que existem cada vez mais em países como o Luxemburgo ou a Suíça”.Paulo Pisco desafia ainda o executivo a olhar para “a sangria dramática de portugueses de todas as idades e com todo o tipo de qualificações, de famílias inteiras que deixam o país por não aguentarem mais a degradação das suas condições de vida e a asfixia fiscal” que afeta a capacidade de crescimento da economia.A falar aos jornalistas no consulado-geral de Portugal em Paris, no fim de uma visita de trabalho a França, Pedro Passos afirmou que o executivo está "a trabalhar para que a situação [de emigração motivada pela crise económica] possa ficar ultrapassada", e que entende que deve prestar a quem decide sair "todo o apoio possível", e que a busca de oportunidades além-fronteiras não deve ser "um estigma".

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