Arquivo | 20-01-2013 12:39

Voluntárias criam grupos de apoio a mulheres seropositivas em quatro hospitais

Um grupo de voluntárias está a criar uma rede de apoio a mulheres seropositivas para funcionar em parceria com as consultas de Imunodeficiência em quatro hospitais portugueses, entre os quais o Hospital do Barlavento, em Portimão.A rede, criada no contexto do projecto europeu SHE, funcionará através de grupos de apoio, em que mulheres que vivem com a doença há alguns anos ajudarão outras mulheres, que acabam de receber a notícia, explicou à agência Lusa Domitília Faria.“A ideia é capacitar as mulheres seropositivas, quando recebem o diagnóstico, a encarar a situação”, resume a médica internista, que integra a equipa da consulta de Imunodeficiência no Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio (CHBA) há 18 anos.De acordo com aquela responsável, cerca de 40 por cento das utentes que passam por aquela consulta são mulheres e muitas pedem para falar com pessoas na mesma situação.“Se têm um companheiro fixo, a sua primeira e principal preocupação é saber como vão dar-lhe a notícia. Depois, à família, e a seguir no seu local de trabalho”, refere.Segundo Domitília Faria, as mulheres seropositivas têm baixa autoestima, sendo as suas principais dúvidas a capacidade de virem a ter filhos, a sua qualidade de vida e sobrevivência.O projecto, que arranca este ano, assenta na criação de uma rede de facilitadoras que receberão formação específica para prestar apoio a outras mulheres na mesma situação e que não sabem a quem recorrer.No caso de Portimão, a ideia é que seja possível, no âmbito do espaço daquela consulta do Hospital do Barlavento, promover encontros entre estas mulheres, embora o apoio possa também ser prestado por telefone ou por correio electrónico.A formação do grupo de facilitadoras – que será composto por seis a oito mulheres, em cada região -, será ministrada pela Organização Não Governamental SERES, que se dedica ao apoio de pessoas seropositivas, mais centrado nas mulheres.Para serem facilitadoras, as mulheres devem preencher alguns requisitos, como o de serem seguidas em consultas nos centros hospitalares de cada região há mais de dois anos.Prevê-se que o projecto SHE (Strong, HIV Positive, Empowered Women) seja implementado este ano nos hospitais do Barlavento Algarvio, Amadora-Sintra, Fundão (distrito de Castelo Branco) e São João (Porto).

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