Arquivo | 22-01-2013 15:42

Mau tempo: Seguradoras prevêem pagar mais do que pelo tornado do Algarve

Os sinistros resultantes do mau tempo do fim de semana ainda estão em avaliação, mas o custo global para as seguradoras deverá ultrapassar os 3,5 milhões de euros pagos na sequência do tornado de Novembro no Algarve, segundo a APS.Em declarações à agência Lusa, o presidente da Associação Portuguesa de Seguradores (APS), Pedro Seixas Vale, remeteu uma primeira estimativa dos prejuízos para “o final desta semana ou início da próxima”.“Ainda não temos dados suficientes para podermos fazer uma declaração pública, [mas] as companhias já estão todas a trabalhar no sentido de, em relação aos seus segurados, fazerem a avaliação dos prejuízos e tentar encontrar de imediato soluções para as questões”, afirmou.No entanto, e “pelo facto de o Algarve ter sido uma situação localizada e esta ter uma extensão muito maior”, Pedro Seixas Vale considera “natural que os danos sejam maiores”.“No caso do Algarve os últimos números que temos são à volta de 1.000 sinistros e prejuízos próximos dos 3,5 milhões de euros. Neste caso, a nossa expectativa é que seja superior o valor e o número de sinistros, sobretudo porque afectou uma parte significativa do país”, sustentou.Tal como no caso do Algarve, Seixas Vale prevê que o tempo médio de pagamento dos prejuízos pelas seguradoras ronde os 30 dias.Salientando que a intempérie “ afectou não só os bens das pessoas, mas sobretudo as zonas mais rurais, de produção agrícola”, o presidente da APS considerou “importante que, principalmente os agricultores e as pessoas com empresas, comecem a ter noção que a frequência [destas situações] está a aumentar e que devem ter modelos de prevenção destes riscos e um deles deve ser fazer os seguros”.“Se se estiver à espera de receber só através de subsídios cria-se uma situação que, muitas vezes, pode ser injusta, porque esses subsídios não são mais do que impostos pagos por todos os cidadãos que são dados a determinadas pessoas. Não se pode querer a privatização dos resultados e a socialização dos prejuízos, isso não é o melhor modelo para resolver estas questões”, sustentou.

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