Arquivo | 01-10-2013 15:07

Marinha regista 12 mortes durante a época balnear

Doze pessoas morreram durante a época balnear, que decorreu entre 01 de maio e 30 de Setembro, nas áreas de jurisdição marítima, informou hoje a Marinha portuguesa.Cinco casos foram registados em praias fluviais não vigiadas e outros tantos em praias marítimas não vigiadas, refere a Marinha em comunicado.Já nos locais vigiados houve dois casos, um na praia da Lomba, no Rio Douro, por afogamento/correntes a 30 de Junho, e um outro na praia da Riviera, na Costa da Caparica, caracterizado como morte súbita a 08 de Julho.Nos números de mortes em zonas marítimas não vigiadas, a Marinha indicou três casos de morte súbita e dois afogamentos, nas zonas de Cascais, Aveiro, Funchal, Setúbal e Tavira, sendo três cidadãos de nacionalidade estrangeira.Quanto a mortes em zonas fluviais não vigiadas, quatro dos cinco casos foram registados pela capitania do Douro e um no Rio Tejo (cais de Alhandra) devido a afogamentos.Das 12 vítimas mortais, uma é mulher.Nas praias vigiadas concessionadas, durante a época balnear, houve 582 intervenções de nadadores salvadores, enquanto em praias não concessionadas, mas abrangidas por sistemas integrados registaram-se 168 intervenções.Nestes locais foram ainda feitas 681 assistências a primeiros socorros e 168 buscas com sucesso a crianças perdidas na praia.A autoridade marítima nacional divulgou ainda dados na vertente da responsabilidade social com os parceiros, que incluem 479 intervenções de salvamento.O presidente da Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores (Fepons), Alexandre Tadeia, notou que este número de vítimas refere-se apenas ao litoral e acaba por ser “relativamente pequeno em relação à afluência” de pessoas a essas praias.Porém, o responsável criticou a falta de decisões nas piscinas públicas, onde não é obrigatória a presença de nadadores-salvadores, e no interior do país.Num balanço da época balnear, Tadeia lamentou que muitas autarquias tenham pedido a redução do período por “critérios económicos e não de salvaguarda da vida humana”.Devido à crise, a federação registou atrasos no pagamento a nadadores salvadores e defendeu que o pagamento não deve ser responsabilidade dos concessionários.Uma taxa municipal, com base na facturação e distância da praia, devia ser cobrada a hotéis e supermercados para que as autarquias contratem os nadadores-salvadores, contrapropôs a Fepons.“Acabar com a contratação individual”, é outra das propostas desta federação, que indica os bombeiros como exemplo a seguir e lembra que os nadadores-salvadores não têm garantida formação contínua pelos concessionários da praia.Os nadadores continuam ainda a desempenhar outras funções, vedadas por lei, como alugar toldos e motas, criticou ainda o responsável à agência Lusa.Pela parte dos concessionários, João Correia notou que as pessoas se deslocaram à praia, mas “mais fornecidos de alimentos”, o que fez baixar 20% nos consumos em cafés e bares do areal.“Há sempre alguém que consome, mas nota-se que as pessoas estão mais comedidas e há uma poupança maior nas famílias”, afirmou o presidente da Federação Portuguesa dos Concessionários de Praia.Na ocupação das espreguiçadeiras, o responsável recordou que os preços se mantiveram, por os empresários preferirem “ter as casas compostas”.“Todas as despesas foram encaixadas pelas firmas, que suportaram os aumentos dos preços e do IVA. Daí as quebras que tiveram”, analisou.

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