Arquivo | 02-10-2013 13:08

Julgamento de burla de trabalhadores ao patrão começa 13 Novembro em Guimarães

O tribunal de Guimarães começa a julgar a 13 de Novembro três homens acusados de burlarem em 645 mil euros a empresa em que trabalhavam, aproveitando-se da idade avançada e da doença do patrão, informou hoje fonte judicial.Os arguidos são um contabilista e dois empregados de armazém de uma empresa de comércio de tecidos instalada em Azurém, Guimarães.Vão responder pelos crimes de burla, furto qualificado e falsificação de documentos.Segundo a acusação deduzida pelo Ministério Público, os arguidos trabalharam naquela empresa mais de 30 anos e eram "amigos pessoais" do dono.Em 2007, numa altura em que o patrão tinha 90 anos e o seu estado de demência se agravava, os arguidos terão decidido engendrar um plano para o burlar.Apoderaram-se de sete cheques da empresa, preencheram-nos à máquina e apuseram o nome do patrão, que na altura já nem sequer conseguia assinar o próprio nome.Três dos cheques foram no valor de 166 mil euros cada, endossados a cada um dos arguidos.Desta forma, os arguidos pretenderiam fazer crer que as quantias em causa lhes eram oferecidas pelo patrão.Dias após a morte do patrão, em Setembro de 2008, os arguidos depositaram os cheques nas suas contas e levantaram o dinheiro.Para o Ministério Público, os arguidos agiram desta forma porque sabiam que a vítima se encontrava "numa situação de fragilidade", resultante da doença e idade avançada.

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