Arquivo | 15-10-2013 19:06

Internamento compulsivo para jovem que esfaqueou colegas em escola de Massamá

O Tribunal de Família e Menores de Sintra ordenou hoje o internamento compulsivo numa instituição, onde terá acompanhamento psiquiátrico, do jovem que esfaqueou na segunda-feira quatro pessoas numa escola em Massamá, revelou o advogado do menor.De acordo com Pedro Proença, que falou aos jornalistas à saída do tribunal, o jovem, de 15 anos, vai ficar internado durante 90 dias. Durante esse tempo, será feita uma avaliação ao seu estado psíquico.O advogado revelou, ainda, que o jovem estudante mostrou arrependimento."O menor cooperou, manifestou o seu arrependimento e sobretudo o que me agradou e também ao tribunal, foi a vontade do menor em ser ajudado. Ele tem a noção que precisa de apoio e de reorientação, e isso foi tido em conta", afirmou aos jornalistas.O advogado adiantou que o menor "tem uma inteligência acima da média", que é bom aluno, e que justificou este episódio inserido num "momento de forte depressão e baixa auto-estima", bem como de crise de valores e "insatisfação com a sociedade que o rodeia"."Ele disse ao tribunal que não era sua intenção matar, ele de facto não matou. Se estivéssemos perante um individuo com perfil de criminoso, ele de facto tinha levado avante essa vontade",disse.O menor esteve hoje no tribunal durante cerca de seis horas, depois de ter passado a noite nas instalações do Comando Metropolitano de Lisboa.O incidente ocorreu cerca das 16:15 de segunda-feira, quando o jovem, com duas facas de cozinha e um ‘spray' de gás pimenta na mochila, segundo a PSP, terá feito explodir um explosivo 'very light' num dos pavilhões da Escola Secundária Stuart Carvalhais, provocando a saída dos alunos das aulas e começando a esfaqueá-los.Segundo informação policial, o jovem, de 15 anos, que acabou por esfaquear três colegas e uma funcionária, pretendia "imitar um massacre e matar, pelo menos, 60 pessoas", de acordo com uma folha A4 que se encontrava na mochila do menor quando este foi detido.O suspeito referiu às autoridades que pretendia "imitar um massacre", dando como exemplo os casos do Instituto de Columbine e o da escola primária Sandy Hook (ambos nos Estados Unidos da América), culminando o plano com a sua "fuga e suicídio".Questionado pela agência Lusa sobre este alegado plano, o advogado do jovem afirmou que "é extremamente rebuscado e quase uma infantilidade acreditar que aquele esboço permitiria alguma vez concretizar uma espécie de massacre à semelhança do que aconteceu nos Estados Unidos".

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