Arquivo | 16-10-2013 10:08

Filas para comprar produtos causam preocupação nos portugueses da Venezuela

Proprietários portugueses de supermercados na Venezuela manifestaram na terça-feira preocupação pelas "tensas confusões" que ocorrem junto dos seus negócios quando chegam produtos da cesta básica alimentar e temem que essas situações se agravem."Hoje [terça-feira] vamos receber um camião com leite em pó e estamos preocupados porque há sempre tensas confusões. As pessoas desesperam devido às longas filas, porque querem comprar mais do que o permitido e porque pode não haver que chegue para todos", disse um comerciante da capital à Agência Lusa.Proprietário de um supermercado no leste de Caracas, António Olim disse que "já pediu colaboração à Guarda Nacional (polícia militar) para garantir a segurança das pessoas e e dos bens"."Mesmo com guardas tem havido situações que são difíceis de controlar. Na segunda-feira, um supermercado de Chacao teve que fechar as portas porque as pessoas estavam agressivas e era uma venda supervisionada pelas autoridades, com seguranças", relatou.Por outro lado, o proprietário de uma pequena mercearia em La Campiña, também em Caracas, explicou à agência Lusa que teve que mandar fazer uma barreira metálica para impedir que as pessoas tentem entrar todas de uma vez no comércio."As ‘caixas’ ficam nervosas, as pessoas fazem barulho e aqueles clientes que procuram outros produtos chateiam-se porque não podem entrar rapidamente e fazem filas para pagar", descreveu.Os empresários queixam-se ainda que as pessoas compram produtos como farinha de milho, açúcar, papel higiénico, leite em pó e pasteurizado, óleo, massa e margarina, mesmo quando não necessitam ou mais do que precisam, porque acreditam que depois podem não conseguir adquiri-los."Criou-se tal desconfiança no abastecimento e na existência de produtos que as casas passaram a ser pequenos armazéns de produtos alimentares. As autoridades têm-se esforçado por garantir os produtos mas é preciso consciencializar a população para só comprar o que necessita e que há produtos que se estragam com o tempo", explicou um comerciante à agência Lusa.Segundo fontes da comunidade portuguesa local, nos últimos dias ocorreram situações de tensão em vários comércios da capital que obrigaram as autoridades a encerrar temporariamente a sucursal Luvebras em La Florida e o Supermercado Luz em Chacao.A reabertura só ocorreu depois de as pessoas nas filas de espera se acalmarem.

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