Arquivo | 28-10-2013 15:03

Paulo Bento admite que faltaram coisas essenciais na fase de qualificação

O seleccionador português de futebol, Paulo Bento, admitiu que faltaram “algumas coisas essenciais” na campanha de qualificação para o Mundial2014, mas mantém uma “convicção enorme” no apuramento para a fase final, nos “play-offs” com a Suécia.Em entrevista publicada no site oficial da FIFA, Paulo Bento reconheceu que a equipa lusa “não foi suficientemente competente” para obter a qualificação directa para a fase final e lamentou que Portugal “ainda não tenha conseguido superar o problema” de defrontar selecções teoricamente inferiores.“[Faltaram] Algumas coisas essenciais. Jogar melhor em algumas partidas, principalmente, nas duas contra Israel e no primeiro tempo contra a Irlanda do Norte em casa. Nesses casos, não mostrámos o nível de jogo que gostaríamos. E até quando jogámos bem faltou-nos algo fundamental, que foi a eficácia”, lamentou.O seleccionador português lembrou que Portugal perdeu apenas um jogo no grupo F de qualificação, por 1-0, na Rússia, que terminou no primeiro lugar, mas advertiu que o objectivo de conquistar a qualificação para o Campeonato do Mundo permanece intacto.“Quando traçámos nossos objectivos, o principal era e continua a ser estar no Brasil. Não será como imaginávamos, terminando em primeiro lugar no grupo. Será na repescagem. Contra a Suécia, iremos com o espírito que a ocasião exige: com confiança e respeito ao adversário, mas com uma convicção enorme de que podemos estar no Brasil2014”, indicou.A selecção portuguesa defronta a congénere sueca a 15 de Novembro, no Estádio da Luz, em Lisboa, deslocando-se à Suécia quatro dias mais tarde, a 19, em jogos dos “play-offs” nos quais procura garantir o apuramento para o Mundial, que vai realizar no Brasil, entre 12 de Junho a 13 de Julho de 2014.Paulo Bento defendeu que o avançado Cristiano Ronaldo, “capitão” da equipa lusa, “é um jogador fantástico, que marcará uma época”, rejeitando que precise de ganhar uma grande competição de seleções para ser considerado “um dos melhores jogadores do mundo, e principalmente o melhor de Portugal”.“Eusébio nunca foi campeão mundial nem europeu com a seleção. Ele tem esse desejo, assim como todos nós, mas se fosse assim não poderíamos considerar Eusébio como um dos melhores jogadores da história do país. Ou até o melhor, como consideram alguns que o viram jogar mais do que eu”, justificou.Para o treinador, os grandes favoritos à conquista do título mundial são as seleções da Espanha, atual campeã, do Brasil, país anfitrião e recordista de vitórias no Mundial, com cinco troféus, da Alemanha e da Argentina, pois “contam com bons jogadores, são muito fortes coletivamente e têm história”.“Portugal não tem a mesma capacidade para convocar jogadores dessas quatro seleções que mencionei. E mesmo assim os resultados dos últimos anos são extremamente positivos: fomos semifinalistas do Euro2000, semifinalistas do Mundial2006 e finalistas do Euro2004. Para o tamanho do nosso país, o trabalho é muito bom”, sustentou.

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