Arquivo | 28-10-2013 14:56

Sociedade Portuguesa do AVC defende maior conhecimento dos sinais de alerta da doença

O presidente da Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral apelou hoje à população para que invista na prevenção da doença, aprenda a reconhecer os sinais e aja de imediato, alertando o 112, sempre que um dos sinais se manifeste.“O AVC é a principal causa de mortalidade e incapacidade em Portugal. Ainda assim, existe um desconhecimento dos sinais de alerta: falta de força num braço, face desviada ou fala perturbada”, referiu Castro Lopes, que falava à Lusa a propósito do Dia Mundial do AVC que se assinala terça-feira.Em 2012, os hospitais portugueses receberam 19.177 doentes vítimas de Acidente Vascular Cerebral (AVC), de acordo com os últimos dados da Direcção-Geral de Saúde.Em Portugal, o AVC é responsável pelo internamento de mais de 25.000 doentes por ano e por um elevado grau de incapacidade, sabendo-se que 50% dos doentes que sobrevivem a um AVC ficam com limitações nas actividades da vida diária.“Prevenir o AVC significa não só controlar os factores de risco tradicionais como a obesidade, a hipertensão arterial, o colesterol, a fibrilhação auricular, mas também evitar comportamentos de risco, como o álcool, o tabagismo e o sedentarismo” advertiu o especialista.Os progressos alcançados “nas ciências básicas, na indústria farmacêutica inovadora e consequentemente nos cuidados a prestar aos doentes vítimas de AVC são evidentes, fundamentalmente, ao longo das três últimas décadas”, considerou.“Quantas vidas salvas, quanta recuperação completa ou parcial com pequenos défices se obteriam se cada um se preocupasse e não se comportasse como de olhos fechados e ouvidos moucos aos sucessivos alertas”, sublinhou.Face a esta realidade, a Sociedade Portuguesa do AVC decidiu comemorar o dia mundial da doença com acções dirigidas à população em geral.Assim, foi agendada para terça-feira, entre as 10h00 e as 17h00, a realização de rastreios gratuitos aos factores de risco do AVC.Esta acção vai decorrer no Jardim da Cordoaria, junto ao Hospital de Santo António, no Porto.

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