Arquivo | 29-10-2013 16:01

Ministério Público pede pena de prisão efectiva para actriz Sónia Brazão

O Ministério Público pediu hoje uma pena de prisão não inferior a quatro anos para Sónia Brazão, por considerar que a actriz, numa tentativa de suicídio, provocou a explosão do seu apartamento de Oeiras, em 2011.Sónia Brazão, que ficou com queimaduras graves depois de uma explosão no seu apartamento de Algés a 03 de Junho de 2011, está acusada de "libertação de gases asfixiantes por conduta negligente com intenção de pôr termo à vida".Apesar de, na primeira audiência de julgamento, ter dito que não tinha intenção de se suicidar e que só se lembra de tomar medicamentos para dormir, para a procuradora do Ministério Público ficou provado que os bicos do fogão foram ligados propositadamente para expelir gás "com o propósito de fazer explodir a sua habitação e a dos vizinhos"."Não restam dúvidas de que a arguida, pretendendo cometer suicídio, ligou propositadamente os bicos do fogão", sustentou a procuradora hoje no Tribunal de Oeiras.Durante a sessão da manhã, nas alegações finais, o Ministério Público pediu "uma pena de prisão não inferior a quatro anos"."Apenas se aceita a suspensão se tiver acompanhamento médico psiquiátrico por todo o período que for determinada a suspensão", frisou a procuradora.Durante a tarde, o advogado da actriz, Jorge Pracana, afirmou que, como as dúvidas sobre o que aconteceu naquele dia "não foram esclarecidas" em julgamento, Sónia Brazão só pode ser absolvida."No que diz respeito à libertação [de gás] e à explosão não houve ali qualquer intervenção humana. Tratou-se de um lamentável acidente que penalizou dezenas de pessoas", disse.O advogado contestou ainda a tese do Ministério Público de que a actriz pretendia pôr termo à vida, alegando que Sónia Brazão "é uma pessoa positiva", que se envolvia com a comunidade que a rodeia.A juíza do processo agendou a leitura da sentença para 22 de Novembro, às 14h00, no Tribunal de Oeiras.A 03 de Junho de 2011, uma explosão ocorrida no quarto andar do número 73 da Avenida da República, em Algés, na casa da actriz, causou dois feridos e provocou estragos em dezenas de viaturas e várias casas vizinhas.Segundo os exames toxicológicos realizados ao sangue e à urina, a actriz acusou, um dia após a explosão, 0,98 gramas/litro (g/l) de álcool no sangue, além de substâncias canabinoides, opiáceos e benzodiazepinas (ansiolíticos).Perante estes dados, os responsáveis pelas análises concluíram que a arguida, no momento do incidente, teria uma taxa de 4,27 g/l de álcool no sangue.

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