Arquivo | 29-10-2013 15:47

PS diz que nunca será boia de salvação do Governo e acusa Passos de fazer chantagem

O PS acusou hoje o primeiro-ministro de fazer "chantagem" com o Tribunal Constitucional e com os socialistas e rejeitou o desafio para apresentar um Orçamento alternativo, alegando que nunca será boia de salvação do Governo.Estas posições foram assumidas pelo presidente da bancada do PS, Alberto Martins, depois de o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, no encerramento das Jornadas Parlamentares do PSD e CDS, ter lançado um repto à oposição, sobretudo a quem pertence ao arco da governabilidade, para apresentar uma proposta alternativa de Orçamento do Estado para 2014."A intervenção do primeiro-ministro confirmou o pior: O Governo vive fora da realidade, distante da vida dos portugueses, os governantes não saem de São Bento. Por mais propaganda que faça, o Governo não consegue esconder o brutal aumento de impostos, os cortes nos salários e pensões, e os cortes na educação e saúde", declarou Alberto Martins.Sobre o repto feito por Pedro Passos Coelho, Alberto Martins referiu que o PS apresentará propostas de alteração no âmbito da discussão do Orçamento na especialidade, mas frisou que os socialistas, "em nenhuma circunstância", serão "boia de salvação" deste Governo."Não contam com o PS para isso. Este Orçamento do Estado vai enterrar ainda mais o país. É um erro grave que Portugal irá pagar caro. Infelizmente, o primeiro-ministro passou o seu discurso a fazer chantagem aos portugueses, ao PS e ao Tribunal Constitucional, não assumindo as responsabilidades por uma política de falhanço e de empobrecimento contínuo do país", acusou o líder da bancada socialista.Perante a insistência dos jornalistas na questão de o PS apresentar ou não um Orçamento alternativo, Alberto Martins sustentou que o seu partido "é responsável e responde perante os portugueses"."Mas não somos boia de salvação de políticas de falhanço e de empobrecimento. O PS tem outro rumo para o país, com uma política alternativa em termos de modelo. Apresentaremos as propostas que considerarmos adequadas, dentro de um quadro geral que é claro: Este rumo não serve os portugueses, porque é desastroso", advogou.Interrogado se considera que o Tribunal Constitucional está a ser pressionado pelo primeiro-ministro em relação à proposta de Orçamento do Estado para 2014, designadamente quando Pedro Passos Coelho fala sobre incerteza, Alberto Martins contrapôs que o Tribunal Constitucional "já deu provas suficientes que não é susceptível de responder e de se deixar sugestionar com as chantagens"."O problema do primeiro-ministro não é com o Tribunal Constitucional, mas com o Estado de Direito, com a democracia, com a Constituição e com a República", acrescentou.

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