Arquivo | 29-10-2013 15:58

Tribunal de Barcelos condena a 18 anos de prisão homem acusado de matar ex-patrão

O Tribunal Judicial de Barcelos condenou hoje a 18 anos de prisão um homem que em Outubro de 2012 terá matado a tiro o antigo patrão, um empresário daquele concelho.O arguido foi ainda condenado a pagar uma indemnização superior a 175 mil euros à família da vítima, por danos patrimoniais e morais.Por decisão do colectivo, o arguido, que estava em prisão domiciliária, com vigilância electrónica, aguardará agora os ulteriores trâmites do processo na cadeia.O tribunal deu como provada praticamente toda a acusação, segundo a qual o arguido, residente em Gondomar, se deslocou a Arcozelo, Barcelos, no dia dos factos, para se encontrar com a vítima, "com quem mantinha há anos uma relação profissional".A vítima tinha 60 anos e era empresário de venda de artigos eléctricos da construção civil, tendo entretanto falido.Após a falência, alguns daqueles artigos ficaram guardados num armazém em Arcozelo, uma situação que se mantinha no dia dos factos.Ainda de acordo com a acusação, foi neste armazém que vítima e agressor se encontraram, tendo discutido acaloradamente.A vítima terá pedido ao arguido, uma vez mais, para este lhe devolver material que entretanto tinha desaparecido.O arguido levou consigo uma arma de fogo, de calibre 5,35 milímetros, mas o tribunal não deu como provado que ele se tivesse deslocado a Arcozelo com intenção de matar.No entanto, no calor da discussão, numa altura em que a vítima estaria a 75 centímetros de distância, efectuou um disparo, atingindo o empresário nas costas e provocando-lhe a morte.O crime teria tido lugar entre as 12h00 e as 13h00, mas o corpo só viria a ser encontrado à noite pela mulher do empresário, que estranhou o facto de o marido não ter regressado a casa e o foi procurar.A porta do armazém estava fechada à chave e teve de ser arrombada pelos bombeiros.O arguido só foi detido a 21 de Fevereiro, altura em que a polícia também apreendeu, na sua residência, uma arma de alarme.Além de homicídio, o arguido foi ainda condenado por detenção de arma ilegal.Durante as alegações finais do julgamento, o advogado de defesa, Luís Vaz Teixeira, tinha pedido a absolvição do arguido, por "falta de provas".

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