Arquivo | 30-10-2013 09:00

Jerónimo de Sousa assegura voto contra e reitera propostas alternativas

O secretário-geral comunista, Jerónimo de Sousa, garantiu hoje que o PCP vai votar contra o orçamento do Estado2014 (OE2014), "já na generalidade, na próxima sexta-feira", insistindo nas propostas alternativas apresentadas numa sessão de esclarecimento em Alverca."E é perante este conteúdo, concreto, que nós afirmamos - e os camaradas estarão de acordo - que o PCP vote contra esta proposta de orçamento, já na generalidade, na próxima sexta-feira. Mas o PCP tem propostas, de fundo, que colidem com esta opção do Governo, de tudo a favor do capital, tudo contra os trabalhadores e os reformados", afirmou.No salão dos Bombeiros Voluntários de Alverca, Jerónimo de Sousa voltou a defender as três propostas de redução da despesa do Estado, num montante de até 8,6 mil milhões de euros, em resposta ao primeiro-ministro, Passos Coelho, que desafiara a oposição a apresentar um OE2014 "alternativo", que respeite a meta do défice de quatro por cento."Ouvimos Passos Coelho, hoje, afirmar que não há alternativa, que não há folga, e que, se a oposição pensa que tem alternativa, que a apresente. Há uma alternativa: rejeição deste pacto de agressão, rotura com esta política de direita, demissão deste Governo e convocação de eleições antecipadas", continuou.O líder do PCP reiterou a necessidade de renegociação da dívida pública "legítima", até "2,5% das exportações", referindo tratar-se de uma "moratória inspirada na Alemanha do pós-guerra" que permitiria uma poupança de 5.664 milhões de euros. As Parcerias Público Privadas e os contratos de gestão de risco no sector público foram os outros alvos para angariar 1.645 e 1.225 milhões de euros, respectivamente."Ficaram embaraçados porque o ministro da Economia, Pires de Lima, falou cedo demais. Falou antes da aprovação do OE2014, descredibilizando-o como instrumento para o anunciado novo ciclo. Falou de um programa cautelar em perspectiva, depois, metendo os pés pelas mãos ou as mãos pelos pés, emendou e falou de um seguro", criticou ainda Jerónimo de Sousa.Ainda sobre as contradições no executivo PSD/CDS-PP, liderado por Passos Coelho e Paulo Portas, o secretário-geral comunista reforçou que o primeiro-ministro "acabou por dizer que ainda era cedo para se saber se era um programa cautelar ou outra coisa""A outra coisa, obviamente, é um segundo resgate", lamentou.

Mais Notícias

    A carregar...

    Edição Semanal

    Edição nº 1360
    19-07-2018
    Capa Médio Tejo
    Edição nº 1360
    19-07-2018
    Capa Vale Tejo