Arquivo | 06-11-2013 16:11

Partido do ministro espancado ameaça abandonar governo de transição na Guiné-Bissau

O Partido da Renovação Social (PRS) ameaçou hoje em comunicado abandonar o governo de transição na Guiné-Bissau, depois de um dos seus ministros ter sido espancado.A principal força da oposição exigiu hoje às autoridades de transição que apurem as circunstâncias que levaram ao espancamento de Orlando Veigas na sua residência, em Bissau.Em comunicado, a que a agência Lusa teve acesso, o PRS, do qual a vítima é um dos vice-presidentes, diz que o político terá sido agredido por "um grupo de homens armados, encapuzados e armados".O partido fundado pelo ex-presidente guineense, Kumba Ialá, diz que está solidário com Orlando Viegas, ministro que no governo de transição tutela a pasta dos Transportes e Comunicações, pelo "atentado à sua integridade física".O PRS responsabiliza os órgãos de transição "pela manifesta ausência de segurança" no país, apontando para a existência de um "grupo de pessoas incontroláveis" que, afirma, tenta semear o pânico e o terror.A estratégia desse grupo, salienta o PRS, é perturbar o processo de transição a fim de servir os seus interesses pessoais.Ao Procurador-Geral da República (PGR), Abdu Mané, o partido exige uma explicação cabal "do hediondo ato" para que os mandantes sejam presentes à justiça sob pena de aquela força política ponderar a continuidade no governo de transição.Por seu turno, o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), também em comunicado de imprensa, lembra que não é a primeira vez que civis são alvos de espancamento nos últimos meses."Não é o primeiro espancamento de civis nos últimos tempos, mas este ultrapassa todos os limites. É perfeitamente intolerável que um membro do governo seja vítima de tais sevícias", lê-se no comunicado.Para o PAIGC "é urgente por cobro" a tais práticas para que as eleições gerais, ainda sem uma nova data marcada, possam decorrer num clima de tranquilidade.Orlando Viegas encontra-se refugiado na sede das Nações Unidas em Bissau, onde está a receber tratamento médico na clínica do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

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