Arquivo | 08-11-2013 14:29

Pescadores naufragados em Peniche transferidos para Caldas da Rainha, um em estado grave

Dois dos quatro pescadores naufragados hoje em Peniche foram transferidos do hospital local para a urgência de Caldas da Rainha, estando um deles em estado grave, disse à Lusa fonte do Centro Hospitalar do Oeste (CHO)."Um encontra-se estável, em observação, e o outro aparenta alguma gravidade", acrescentou.Os dois pescadores, de 30 e 36 anos, integravam a tripulação da lancha de cinco metros "Linda Ilha", que hoje de manhã naufragou, devido a causas desconhecidas, perto do Baleal, com mais outros dois tripulantes. Três dos ocupantes da embarcação são residentes em Peniche.Os quatro foram resgatados, mas um deles, de 40 anos e da localidade de Olho Marinho, Óbidos, veio a falecer na praia.O comandante da Capitania de Peniche, Pedro Vinhas Silva, disse à agência Lusa que vai ser aberto um inquérito para averiguar as causas do acidente, que permanecem desconhecidas.Jorge Sousa, proprietário da embarcação "Ribela", da mesma dimensão, contou à agência Lusa que se encontrava no porto dos barcos da praia do Baleal a desencalhar a sua lancha, quando cerca das 10:00 ouviu um colega, que pescava à cana nas rochas, a pedir socorro."Um dos náufragos nadou e subiu até às rochas e gritou por ajuda ao pescador desportivo. Arrisquei e pus a lancha ao mar. Hoje por eles e amanhã por mim", disse, acrescentando que já por várias vezes salvou praticantes de surf e de kitesurf.O pescador veio a encontrar a uma milha a noroeste da ilha do Baleal os restantes três náufragos, "com os coletes vestidos e agarrados à boia de salvação"."Não fosse o colete, não os conseguia avistar, porque não conseguiam manter-se à superfície", acrescentou.Os três foram resgatados para terra na sua lancha, tendo um deles vindo a morrer e os outros dois recebido assistência hospitalar.O quarto foi recolhido junto às rochas do ilhéu, por uma mota de água da estação salva-vidas de Peniche.Jorge Sousa, 53 anos, 30 dos quais passados na faina, não consegue apontar possíveis causas do acidente, apesar de conhecer o mar naquela zona, onde também trabalha."Não estava um mar que fizesse supor o que aconteceu, mas a maré a norte é mais perigosa e a lancha pode virar", apontou.O presidente do Sindicato dos Pescadores de Peniche, Henrique Bertino, explicou que, pela sua pequena dimensão e por não terem convés, estas lanchas "são mais frágeis nas alturas do ano em que o mar é mais agreste e, por isso, o risco é maior".No local, estiveram ainda a Viatura Médica de Emergência e Reanimação de Caldas da Rainha, a ambulância de Suporte Imediato de Vida de Peniche e duas ambulâncias dos bombeiros locais.

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