Arquivo | 12-11-2013 15:11

Futuro das dádivas de sangue não está garantido, porque gerações não se renovam afirma Instituto

O presidente do Instituto Português do Sangue e da Transplantação afirmou hoje que o futuro das dádivas de sangue não está garantido, porque as gerações não se renovam, razão pela qual foi lançada uma plataforma para captar novos dadores.Helder Trindade falava à Lusa a propósito do lançamento da plataforma ‘Dador’, que apela à dádiva de sangue através das novas tecnologias, incluindo uma aplicação para telemóvel, uma aplicação para Facebook e um website, fornecendo informações sobre o estado da reserva nacional de sangue, os grupos sanguíneos mais procurados em cada momento e os locais mais próximos para a dádiva.“A plataforma pode ser descarregada para smartphones e iphones e tem duas vertentes. Uma diz respeito a diverso tipo de informação para os dadores – como as perguntas mais frequentes, testes para avaliar e dizer se a pessoa pode ser dador, indicação do estado das reservas e a quantidade de sangue necessário”, explicou.A outra vertente desta plataforma é o facto de estar ligada por via GPS aos locais onde há colheita, o que permite conduzir os dadores directamente aos postos de colheita e inclusivamente revelar postos móveis que possam estar menos visíveis, como uma carrinha escondida atrás de um edifício, acrescentou.“A plataforma tem também um aspecto interessante para os jovens: criámos jogos online, atribuindo medalhas e pontos, para cativar os mais jovens para esta causa”, explicou.O presidente do Instituto Português do Sangue (IPST) explicou que o objectivo é continuar a procurar dadores mais jovens, porque “o futuro não está garantido”.Este ano, o IPST contabilizou até final do mês de Agosto deste ano 15.200 novos dadores com menos de 35 anos.“É um número significativa mas que não nos deixa ficar tranquilos, porque a população está envelhecida, os nascimentos não estão a aumentar e temos a emigração, por isso temos que trabalhar mais no sentido de os jovens darem mais para manter no futuro dádivas de sangue”, disse.Ainda nesse sentido, o IPST tem trabalhado junto das universidades e dos call-center, não só para angariar novos dadores, mas também para tentar fidelizar estes novos dadores deste ano e torná-los dadores regulares.Falando das reservas actuais, Helder Trindade revelou que este tem sido um “ano calmo” e que esta é uma fase “bastante boa”, com 16 mil unidades a nível nacional e cerca de 10 mil unidades no IPST.Ainda assim, “estes números não nos permitem descansar. Contamos que esta nova plataforma nos ajude no final de ano [período sempre crítico para as dádivas]. Procuramos também novos locais e períodos diferentes de colheita”, revelou.O presidente do instituto está já a antever o período de quebra de dádivas que acontece sempre perto do natal, mas ainda assim com alguma tranquilidade, pois as actuais reservas estão bastante longe dos “números críticos” atingidos em 2011, com oito a nove mil unidades de reserva a nível nacional e cerca de três mil no IPST.

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