Arquivo | 22-11-2013 09:52

Presidente da FPF afirmou que processo da Bola de Ouro não é transparente

O presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Fernando Gomes, considerou hoje que “o processo da Bola de Ouro não é transparente” e que “está viciado à partida” por ausência de participação, que lhe retira “valor e rigor”.Em entrevista à RTP, e relativamente ao prémio da FIFA para o melhor jogador do mundo, ao qual Cristiano Ronaldo é um dos favoritos, o dirigente afirmou que não pode estar de acordo “com o processo” e o facto de haver extensão do prazo acontece "derivado do [reduzido] número de votos e significa que pessoas desacreditaram”.“É viciado à partida e, por as pessoas não acreditarem, deixam de participar. Assim perde o seu valor e rigor, e perde a imagem positiva”, disse Fernando Gomes, que crê na justificação do organismo que superintende o futebol mundial: o escasso número de votos até 15 de Novembro.A opinião do presidente da FPF entroncou na polémica com origem na pantomima que o seu congénere da FIFA, Joseph Blatter, protagonizou sobre o capitão da selecção portuguesa e jogador do Real Madrid, em Outubro, algo que não está completamente sanado.Fernando Gomes admitiu que ainda não falou com Blatter sobre o assunto, apesar de ter “transmitido, aquando dos factos, um veemente desagrado com a atitude tomada e o desrespeito” com a FPF e o jogador.A FIFA desculpou-se poucas horas depois da posição transmitida pela FPF, mas, em momento oportuno, é “assunto que virá à baila, de forma tranquila e educada”, entre as duas instituições, segundo o dirigente federativo português.Sobre o polémico anúncio publicitário da Pepsi, parodiando Cristiano Ronaldo de forma violenta, afirmou ser “uma imagem de extremo mau gosto, que nem merece mais comentários”.Na entrevista ao canal público de televisão, Fernando Gomes versou a renovação de Paulo Bento enquanto seleccionador nacional, considerando que é matéria que será decidida a seu tempo, mas não a condicionou a quaisquer resultados desportivos, pois “há muitas outras variantes”.O líder federativo aproveitou ainda para descodificar um léxico muito futebolístico, a propósito do “objectivo oitavos de final e depois ir eliminando os adversários” que Paulo Bento, no dia anterior, traçou, reafirmando outra máxima do futebol: “Não se vai mais além se não passarmos a fase de grupos”.Gomes aproveitou para contestar a ideia de integrar o futebol profissional na Federação, apesar da intensa contestação de grande parte dos clubes à direcção da Liga e reafirmou que ter Ronaldo na Selecção não é uma dependência, mas sim “um dom que não pode ser desperdiçado”.

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