Arquivo | 22-11-2013 16:50

UNITA mantém manifestação de sábado contra conselho da polícia

O maior partido da oposição em Angola, a UNITA, confirmou hoje que vai sair no sábado para a rua para protestar "contra a repressão", mesmo depois de ter sido aconselhada pela polícia a desistir da participação nessa manifestação.O anúncio foi feito pelo presidente da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), Isaías Samakuva, em conferência de imprensa, na qual classificou a intervenção da polícia angolana neste processo como "ameaça velada".A polícia angolana aconselhou na quinta-feira a UNITA, maior partido da oposição, a desistir da manifestação que convocou para o próximo sábado em Luanda para protestar "contra a repressão", anunciou em conferência de imprensa o porta-voz da corporação.O comissário Aristófanes dos Santos, que falava à imprensa no final de uma longa reunião de duas horas entre a direcção da UNITA, o ministro do Interior, Ângelo Veiga, e o Comandante Geral da Polícia Nacional, Ambrósio de Lemos, justificou o conselho com a pretensão do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), partido no poder, de se manifestar também no sábado na capital angolana.Do lado da UNITA, o seu porta-voz, Alcides Sakala, disse que a direcção do partido iria "reflectir" sobre o conselho da Polícia Nacional.A convocação da manifestação, anunciada no passado dia 15 pela UNITA, vem na sequência do comunicado divulgado dois dias antes pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de Angola sobre quatro detenções relacionadas com o rapto e provável homicídio de dois ex-militares.Os dois desaparecidos, presumivelmente mortos, como assumiu a PGR no comunicado, são os ex-militares Isaías Cassule e Alves Kamulingue, raptados na via pública, em Luanda, a 27 e 29 de maio de 2012, quando tentavam organizar uma manifestação de veteranos e desmobilizados contra o Governo de José Eduardo dos Santos.Também dois dias depois do comunicado da PGR, o chefe do serviço de Inteligência e de Segurança do Estado (SINSE) de Angola, Sebastião Martins, foi demitido do cargo por José Eduardo dos Santos.Sebastião Martins acumulava aquele cargo com o de ministro do Interior quando os dois ex-militares foram raptados.Os motivos da exoneração não foram revelados, mas presume-se que estejam relacionados com o alegado envolvimento de agentes do SINSE na presumível morte de Isaías Cassule e Alves Kamulingue.

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