Arquivo | 10-12-2013 10:14

Chuva persistente não arrefece entusiasmo na homenagem a Mandela

A persistente chuva miudinha que cai no estádio FNB, na capital da África do Sul, não arrefece o entusiasmo dos muitos milhares de pessoas que esperam o início da homenagem mundial ao antigo Presidente Nelson Mandela.Às 09h00 de Lisboa (11h00 em Joanesburgo), o estádio ainda não estava cheio, mas o ambiente era o dos grandes concertos, com o ‘speaker’ a aquecer a multidão com históricas canções do tempo da luta contra o ‘apartheid’ e também cânticos religiosos.Nos corredores internos do estádio, grupos de jovens do ANC, o partido de Mandela, e dos sindicatos cantavam e dançava, num ritmo contagiante que emocionava muitos dos presentes.Durante dez minutos, nos corredores do estádio, ressoou compassada a letra da canção zulu “Mama”, cantada a centenas de vozes: "Mãe tem cuidado, que a polícia está lá fora".Miriam Dlamini, uma veterana da luta levou os dois filhos para a homenagem mundial a Mandela."Quero que eles saibam o que este homem significou para o nosso povo. Hoje é um dia de festa", disse à agência Lusa."Ele morreu, mas a sua presença continua, não o vamos esquecer", acrescentou.Com o aproximar do início do memorial a Mandela, às 11h00 locais, começavam a chegar celebridades, como a actriz sul-africana Charlize Theron e o cantor irlandês Bono, saudados pela multidão.Milhares de pessoas já se encontravam no estádio em Joanesburgo para a homenagem fúnebre ao antigo Presidente Nelson Mandela, em ambiente de celebração.Grupos de jovens cantavam e dançavam, outros tocavam vuvuzelas e a aparelhagem do estádio emitia música, num claro clima de festa em homenagens ao homem que libertou a África do Sul do regime de "apartheid".A bancada de imprensa estava repleta de centenas de jornalistas, de entre os mais de dois mil repórteres acreditados para as cerimónias.Na sessão de homenagem que agora se inicia vão estar muitos líderes mundiais, como o secretário-geral da ONU, Nan ki-Moon, e os presidentes norte-americano, brasileira e cubano, entre mais de 50 chefes de Estado e de Governo que se encontram em Joanesburgo.O Presidente português, Aníbal Cavavo Silva, está prestes a chegar a Joanesburgo.Hoje, as primeiras delegações estrangeiras começaram a chegar a Joanesburgo, enquanto as autoridades ultimam os preparativos logísticos e de segurança, com dezenas de milhares de polícias e 11.000 soldados mobilizados para locais estratégicos.A África do Sul pretende oferecer ao seu símbolo máximo, falecido na noite da passada quinta-feira, aos 95 anos, funerais à medida da sua estatura. Além do estádio Soccer City, três outros estádios de Joanesburgo vão ser abertos à população para a transmissão da cerimónia num ecrã gigante, estando ainda previstos 150 locais de transmissão dispersos por todo o território do imenso país da África austral.Na tarde de hoje, o parlamento sul-africano reuniu-se em sessão extraordinária na cidade do Cabo para homenagear o homem que negociou o fim do regime segregacionista com a liderança branca e evitou uma guerra civil.Entre os convidados presentes na cerimónia, o mundo lusófono estará representado pelo Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, pela Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, pelo vice-presidente de Angola, Manuel Vicente, e pelo chefe de Estado moçambicano, Armando Guebuza.Cabo Verde será representado pelo Presidente, Jorge Carlos Fonseca, à semelhança de São Tomé e Príncipe, com a presença de Manuel Pinto da Costa.O primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, também já confirmou a deslocação a Joanesburgo, enquanto as autoridades da Guiné-Bissau ainda não confirmaram o envio de um responsável oficial

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