Arquivo | 14-12-2013 12:13

Turistas que chegam a Faro conhecem pela 1.ª vez fado e guitarra portuguesa

Centenas de turistas estrangeiros de férias no Algarve estão conhecer pela primeira vez na vida o fado e a guitarra portuguesa, porque um músico decidiu pôr na rota turística da “Cidade Velha” de Faro recitais diários.“Foi a primeira vez que ouvi fado na minha vida e que vi uma guitarra portuguesa. Amei”, disse à Lusa Ashley Blankenship, 21 anos, do Alabama, nos Estados Unidos da América, que toca violino e guitarra clássica e “ficou desarmada” depois de ouvir tocar os ‘Verdes Anos’, de Carlos Paredes, pela mão do músico João Cuña, numa sala contígua ao antigo Museu do Brinquedo.A passar férias no Algarve, em Vilamoura, a família norte-americana Blankenship decidiu visitar este fim de semana a capital algarvia e, no posto de turismo de Faro, foi-lhes recomendado ouvirem um concerto de fado, classificado em 2011, pela UNESCO, Património Imaterial da Humanidade.Phil, Heidi e Ashley disseram à Lusa que nunca tinham tido contacto com o fado, e muito menos com uma guitarra portuguesa, e que adoraram a experiência.“Foi excelente o recital. Já conhecia o flamenco quando estivemos em Espanha, mas o fado não conhecíamos e adorámos a forma sentimental como se toca o fado”, explicou Phil, que escolheu o Algarve para passar férias por causa do bom tempo.Também Rodolfo Quiring, alemão, 79 anos, e Margreet Kooten, holandesa, de 72 anos, ficaram admirados com a “combinação de sons” e o sentimento que brota da guitarra portuguesa, que desconheciam a existência.Chegam da Rússia, Canadá, China, Dinamarca, Austrália, Inglaterra, Alemanha, Bélgica, França, Espanha. São mais de 30 nacionalidades diferentes, os turistas que vêm ouvir fado de Coimbra e de Lisboa e que assinaram presença no livro de memórias do músico e compositor João Cuña.João Cuña, 43 anos, que lança este domingo, em Faro, “Novos Sons da Cidade Velha”, o seu primeiro registo discográfico a solo com composições originais e temas representativos da identidade cultural portuguesa, contou à Lusa que a ideia de fazer recitais de fado diariamente arrancou em Agosto de 2012 e que desde essa altura faz sessões três vezes por dia na Galeria Arco, na Vila-Adentro”.“O Algarve é a melhor região de Portugal, porque é um portal de entrada de turistas de todo o mundo, para fazer um verdadeiro tributo à guitarra portuguesa, explica João Cuña, que em 2010 organizou o 1.ª Festival de Guitarra Portuguesa no Algarve, e que além de tocar fado, explica a origem deste estilo musical com a ajuda de um vídeo legendado em inglês.O fado de Lisboa, o fado de Coimbra, a Amália Rodrigues e Marisa, os vários modelos da guitarra portuguesa ou os grandes mestres como Carlos Paredes, Pedro Caldeira Cabral, Alfredo Marceneiro ou Armandinho, entre outros, são algumas da perspectivas que João Cuña revela durante o recital.Os recitais têm uma duração de cerca de meia hora e o ingresso é de cinco euros.

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