Arquivo | 29-12-2013 11:30

Cinco cadáveres decapitados descobertos em estado mexicano

Os cadáveres decapitados de cinco pessoas foram descobertos hoje no estado mexicano de Michoacan, anunciaram as autoridades judiciais, acrescentando que as mortes foram já reivindicadas por membros de um cartel de um estado vizinho.Três corpos foram encontrados ao amanhecer, perto de uma ponte que conduz ao município de Tarimbaro, um subúrbio da capital do Estado, Morélia, disse à agência France Press (AFP) o chefe do Ministério Público de Michoacan, Marco Vinicio Aguilera.“Quando os polícias chegaram ao local, encontraram os corpos e as cabeças colocados do lado direito”, revelou Aguilera.Pouco tempo depois, a polícia encontrou outros dois corpos numa praça em Morélia e não muito longe do local as duas cabeças que tinham sido abandonadas numa calçada, acrescentou.Os cinco corpos tinham um cartão com a assinatura “KJNG”, referindo-se ao cartel Nova Geração Jalisco, do estado vizinho com o mesmo nome. Este cartel está em conflito com os cartéis rivais Cavaleiros Templários e “La Família”, dentro de Michoacan.Este estado, que tem portos no Pacífico, é uma região chave para o tráfico e transporte de drogas.Funcionários da Polícia Estadual disseram à AFP, sob anonimato, que as pessoas assassinadas, ‘a priori’, não pareciam pertencer ao crime organizado, o que poderá sustentar a tese de que está em marcha uma campanha de terror aleatória para afirmar a presença do cartel no estado de Michoacan.O governo mexicano lançou em maio mais uma operação apoiada por milhares de militares e polícias para fazer frente à escalada de violência causada pelos confrontos entre traficantes de droga e entre os cartéis e os “grupos de vigilância”, criados para proteger as populações contra os abusos dos cartéis.Estes grupos justificam o recurso às armas com a incapacidade das autoridades em proteger as populações contra as extorsões, sequestros e assassinatos cometidos pelos grupos criminosos, que procuram expandir as áreas de actuação para além do tráfico de droga.Desde o início do ano, pelo menos seis municípios ficaram nas mãos destes grupos de vigilantes.

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