Arquivo | 31-12-2013 11:39

Mais de cem jornalistas assassinados em 2013, Síria é o país mais perigoso

Pelo menos 108 jornalistas foram assassinados em 2013, ano em que a Síria mostrou ser o país mais perigoso para a comunicação social, concluiu a Federação Internacional de Jornalistas (FIJ).Em comunicado divulgado na segunda-feira, a organização detalha cada vítima de ataque selectivo, bombas, explosões, fogo cruzado ou acidentes sofridos durante a cobertura jornalística.As regiões mais mortíferas para os jornalistas foram Ásia-Pacífico, com 31 assassínios (29%), Médio Oriente e mundo árabe, com 29, África, com 22, e América Latina, com 20. Pelo menos três jornalistas foram assassinados na Europa.O sangrento conflito que se arrasta há quase três anos na Síria colocou este país no primeiro lugar da lista dos mais perigosos para os jornalistas. Seguem-se Iraque, Paquistão, Filipinas, Índia, Somália e Egipto.A corrupção, os conflitos, o terrorismo e o crime organizado são alguns dos assuntos que fazem mais vítimas, quase sempre assassinadas com a clara intenção de impedir a finalização do trabalho em curso e a divulgação pública de determinada informação.Seis das vítimas mortais são mulheres e os dados da FIJ revelam um aumento da violência contra as jornalistas, “sujeitas a abusos sexuais, intimidação e discriminação”.A FIJ insta os governos de todo o mundo a pôr fim à impunidade da violência exercida contra jornalistas e outros profissionais da comunicação.“Os níveis de violência continuam a ser inaceitáveis e persiste a necessidade urgente de que os governos reforcem a protecção dos jornalistas”, frisa a FIJ.Apesar de elevado, o número global de vítimas representa uma diminuição de 10% em relação a 2012.

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