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Arquivo | 29-01-2014 12:07
Dois assaltos estranhos à casa do ex-presidente da Conforlimpa desde que voltou à prisão
A casa do ex-presidente da empresa de limpezas Conforlimpa, que está acusado de fraude fiscal, foi assaltada duas vezes desde que Armando Cardoso voltou à cadeia em regime de prisão preventiva. O empresário voltou à prisão em Dezembro à espera do fim do julgamento e foi durante o mês de Janeiro que se registaram os assaltos à casa em Santarém onde esteve em prisão domiciliária com pulseira electrónica. A PSP da cidade está a investigar o caso que se reveste de alguma estranheza. O primeiro assalto ocorreu logo no início de Janeiro e terão levado um cofre que estava no escritório da habitação, segundo relatou a empregada do empresário que toma conta da habitação. Desconhece-se o que é que estaria dentro do cofre. O segundo ocorreu mais recentemente a meio do mês e ouvida pelos agentes policiais a funcionária disse que não tinha dado pelo desaparecimento de qualquer objecto. A situação está a intrigar a PSP uma vez que na casa há vários objectos de valor que não foram tocados, como relógios valiosos e outros artigos de grande valor. Até ao momento não há suspeitos identificados. Recorde-se que Armando Cardoso começou no início do processo por ficar em prisão preventiva. Posteriormente o tribunal aceitou alterar a medida de coacção e colocou o arguido em prisão domiciliária com vigilância electrónica mas ao fim de uns meses o Tribunal de Vila Franca de Xira voltou a mandá-lo para o Estabelecimento Prisional de Lisboa até ao fim do julgamento. O tribunal considerou que Armando Cardoso andava a contactar com testemunhas no processo, entre elas antigos funcionários e colaboradores o que indiciava uma situação de pressões que podiam prejudicar o julgamento. Contribuiu também para a decisão o facto de o empresário, de 60 anos, ter dado uma entrevista quando estava em prisão domiciliária. Recorde-se que Armando Cardoso foi detido no dia 10 de Outubro de 2012 por ser suspeito num caso de fraude que lesou o estado em mais de 40 milhões de euros através de empresas fictícias.O Ministério Público pediu nas alegações finais do julgamento no dia 20 de Janeiro, uma pena de prisão efectiva “não inferior a 10 anos” para Armando Cardoso, pelos crimes de associação criminosa e de fraude fiscal qualificada. O procurador defendeu também a condenação do contabilista da empresa, José Peixinho, a prisão efectiva “entre os cinco e os sete anos”, e pediu penas até cinco anos, suspensas na sua execução, para a filha do empresário, Andreia Cardoso, e para o contabilista Germinal Rodrigo. Para o procurador do MP ficou provada, “na íntegra”, a acusação e o envolvimento, em conjugação de esforços, dos quatro arguidos no alegado esquema fraudulento, com o objectivo de obterem bens indevidos à custa da evasão fiscal. O advogado do empresário entendeu que não ficaram provados a associação criminosa e a fraude fiscal qualificada, considerando que o que está em causa é um crime de abuso de confiança fiscal com uma moldura penal mais baixa. A Conforlimpa, com sede em Castanheira do Ribatejo, entrou em insolvência e no âmbito de um plano de recuperação, aprovado no dia 27, um grupo de trabalhadores assumiu a gestão da empresa e foi possível salvar cerca de mil dos mais de cinco mil postos de trabalho.
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