Arquivo | 29-07-2015 13:12

Jovens estrangeiros maravilhados com hospitalidade de Arrouquelas

Jovens estrangeiros maravilhados com hospitalidade de Arrouquelas

Dizem que na pacata aldeia do concelho de Rio Maior “as pessoas estão sempre a sorrir” e prontas a cumprimentá-los com um simpático “bom dia”. Escolheram ocupar duas semanas das suas férias a trabalhar no projecto “Fontes da Juventude” e estão maravilhados com a gastronomia, a música, a arquitectura e a beleza dos ribatejanos.

A simpatia e a hospitalidade da população de Arrouquelas estão a fazer as delícias dos dezasseis jovens oriundos de 12 países que estão até ao fim de Julho na aldeia do concelho de Rio Maior a recuperar as fontes da localidade no âmbito de um projecto internacional. Dizem que na pacata aldeia “as pessoas estão sempre a sorrir” e prontas a cumprimentá-los com um simpático “bom dia”.A recepção aos jovens estrangeiros foi calorosa. “Tivemos uma festa de boas-vindas numa piscina com churrasco e partilhamos gastronomias dos diferentes países. A comida portuguesa é óptima e super saborosa”, afirma entusiasmada Maria Kostensko, 22 anos, natural de Moscovo (Rússia), que se diz uma “fã” de pastéis de nata. Este é o primeiro campo de trabalho de férias em que participa e está a adorar a experiência. “Em casa passava os dias no computador e a ver televisão. Aqui eu aprendo novas línguas e conheço muitas pessoas”, realça. O dia de trabalho começa cedo. Depois de uma noite de descanso na sede da Associação Recreativa e Cultural de Arrouquelas, os jovens tomam o pequeno-almoço e repartem-se em dois grupos pela Fonte do Pote e pela Fonte da Breja. Apanhavam folhas secas do chão, caiam as paredes, limpam as zonas envolventes. No muro da Fonte da Breja, o jovem pintor Francisco Camilo pinta com latas de tinta vivazes sapos sobre um fundo em tons de azul turquesa e verde claro. O cariz ambiental e cívico do projecto “Fontes da Juventude”, promovido pela H2O - Associação de Jovens de Arrouquelas, foi uma das grandes motivações de Eva Blažíková para escolher esta aldeia como destino do seu primeiro campo de trabalho. “Estas fontes vão ficar com mais potencial e valor acrescentado e eu sinto que estou a contribuir para esse objectivo. Para o ano quero voltar a Portugal e vou-me candidatar a um projecto deste género”, salienta a jovem checa de 19 anos.A música tem também o aval de Tomor Fileo’th. Estudante de Música em Budapeste (Hungria), o rapaz de 19 anos parece saber do que fala. “Adoro a música que se ouve por aqui. É muito mais rítmica e personalizada e eu gosto mesmo muito”, explica. A arquitectura mais atrevida das casas e as cores garridas de algumas fachadas impressionaram-no também. Tomor define Arrouquelas como uma terra “verdadeiramente portuguesa”, calma e onde as pessoas têm uma mente aberta.Portugueses são bonitos mas baixosNa descoberta de uma nova cultura é também hora de avaliar os ribatejanos. Para Svitlana Fedorova, os rapazes passam no teste com distinção. “São no geral muito bonitos. Quase todos têm uma boa aparência e uns olhos castanhos bonitos com grandes pestanas”, comenta a jovem de 27 anos. Doroteja Dímoski concorda, mas queixa-se de os portugueses serem muito baixos em comparação com os croatas. Escolheu Arrouquelas por ser um sítio completamente diferente com um projecto muito singular e está a gostar tanto da experiência que pretende ficar mais uma ou duas noites.Ao contrário dos outros jovens do grupo, o casal de namorados Meng Ting e Mung Ching vieram do Taiwan para partilhar esta experiência a dois. Na mão do rapaz, saltam à vista ligaduras em volta de dois dedos. Conta que os entalou nas pedras de uma das fontes onde estava a trabalhar. “Aqui podemos passar férias a baixo custo e com um clima agradável. Depois destas duas semanas vamos aproveitar para conhecer um pouco do país”, refere Meng Ting.República Checa, Hungria, Espanha, Croácia, Polónia, Eslovénia, Ucrânia, Taiwan, França, Roménia e Portugal são as nacionalidades envolvidas nesta recuperação.

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