Cultura | 31-03-2005 09:20

Leituras no Museu

A iniciativa "Leituras no Museu" decorre a partir das 18 no Museu do Neo-Realismo (rua José Dias da Silva) em Vila Franca de Xira. Césário Verde é o nome que vai estar em destaque numa acção que conta com a participação do actor Paulo de Cira e do guitarrista Joaquim Nascimento. Cesário Verde foi uma das personalidades mais originais, mais renovadoras, da poesia portuguesa do séc. XIX. Nasceu em Lisboa em 1855, oriundo duma família burguesa abastada, e morreu no Lumiar (Lisboa), tuberculoso, em 1886. O pai era lavrador e comerciante (possuía uma quinta em Linda-a-Pastora e uma loja de ferragens na capital), e por estas duas formas de actividade prática se repartiu Cesário Verde, embora, marginalmente, satisfizesse o gosto da leitura e da criação poética. Chegou a frequentar por algum tempo o Curso Superior de Letras. É nesta época (1873) que, pela primeira vez, se publicam composições suas (no Diário de Notícias). Depois de 1875 a poesia de Cesário Verde começa a revelar notável maturidade; «Num Bairro Moderno» é de 1877, «Em Petiz» de 1878, segundo as datas indicadas pelo autor (foram publicados respectivamente em 78 e 79); «O Sentimento dum Ocidental» veio a lume em 1880. A crítica, porém, não o estimula, e Cesário Verde, durante quatro anos, deixa de publicar, entregando-se por inteiro à vida prática. Com efeito, só em 1884 publica o poema «Nós», todavia escrito em 1881-2; nele evoca a morte duma irmã (1872) e do irmão Joaquim Tomás (1882). Quando morreu, não reunira ainda em volume as suas poesias. Foi um amigo, Silva Pinto, quem editou em 1887 o Livro de Cesário Verde.

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