Cultura | 02-03-2006 10:57

Azambuja abandona Festival do Tejo

Azambuja decidiu abandonar o Festival do Tejo por dificuldades orçamentais. O município vizinho do Cartaxo tenta a todo o custo salvar o projecto.A Câmara Municipal de Azambuja decidiu abandonar o projecto do Festival do Tejo por dificuldades orçamentais da autarquia, que este ano cortou radicalmente na fatia da cultura.A informação foi dada a O MIRANTE pelo vereador com o pelouro da cultura, Marco Leal (PS). O autarca lamenta que o evento deixe de contar com a participação do município na organização de um festival de qualidade, mas sublinha que a redução das verbas do orçamento municipal obrigou a que se estabelecessem outras prioridades.“Ao nível da cultura mantivemos apenas para este ano a música e o teatro nas escolas do concelho”, reconhece Marco Leal.Anualmente a Câmara Municipal de Azambuja gastava cerca de 45 mil euros com o projecto, tal como a autarquia do Cartaxo, parceira na iniciativa. Marco Leal considera que é um valor razoável, tendo em conta os preços de mercado para organizar um evento desta natureza.“Um só espectáculo com os Xutos e Pontapés custaria 33 mil euros. Com 45 mil euros conseguíamos um festival nacional com vários grupos a participar”, realça o responsável pela pasta da cultura.Marco Leal lembra também que o Festival que nasceu para promover exclusivamente a música portuguesa viu-se obrigado a abrir as portas a grupos estrangeiros na última edição. Razões económicas ditaram a mudança e fizeram o festival perder alguma originalidade.O vereador explica que a ideia era que a câmara patrocinasse o arranque do festival que deveria consolidar-se e adquirir autonomia. O autarca dá o exemplo do Festival de S. Silvestre. “A participação que a autarquia dá é mínima. É um evento que está já sedimentado”, exemplifica. Mais desenvolvimentos na edição semanal.

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