Cultura | 28-09-2007 13:06

Bienal de Palhaços anima a cidade de Santarém

Garça, a palhaça que canta ao som de uma flauta, anda esta sexta-feira pela Rua Capelo e Ivens, em Santarém, num "diálogo de sorrisos" com quem passa, abrindo a VI Bienal Luso-Brasileira de Palhaços e Teatro-Circo."Voo-u com Garça", uma produção de Sandra Munoz e Lieve Sonrisa, abre, na rua, esta iniciativa do Teatrinho de Santarém, que há 12 anos promove a Bienal Luso-Brasileira de Palhaços e Teatro-Circo intercalada com o Festival Internacional de Teatro para a Infância e Juventude. Com seis iniciativas programadas, de sexta-feira a domingo, a Bienal traz este ano a Santarém o espectáculo humorístico "Novecentos, o Pianista do Oceano", do Peripécia Teatro (para maiores de 12 anos), o divertido solo de palhaço para crianças "A Galinha da Minha Vizinha", pela Companhia Circolando. "Ferloscardo", o Novo Circo Ribatejano da Associação Cultural Cotão, um espectáculo de teatro-dança, "Allegro", uma "sinfonia em Pum Maior" executada por uma "orquestra" de três músicos clowns, pela Companhia Pum Produções, são outros espectáculos agendados.Tal como nas edições anteriores, a Bienal leva a boa disposição ao serviço de pediatria do Hospital Distrital de Santarém no domingo à tarde, tendo este ano abdicado das acções lúdicas e de formação na Associação Portuguesa de Pais e Amigos dos Cidadãos com Deficiência Mental (APPACDM). Carlos Oliveira (Chona), o mentor do projecto, lamenta este "corte" no projecto, o qual justifica com a necessidade de encurtar a edição deste ano da Bienal "por dificuldades financeiras". Segundo disse à agência Lusa, a Bienal não teve este ano os apoios do Ministério da Cultura nem da Fundação Calouste Gulbenkian, pelo que teve de se adaptar ao modesto orçamento de 3.500 euros dos apoios do Instituto Português da Juventude (2.500 euros) e da câmara municipal de Santarém (1.000 euros), acrescidos de algumas verbas de que o Teatrinho dispunha. O responsável do Teatrinho de Santarém não esconde, contudo, a satisfação com os resultados hoje visíveis do projecto, chamando a atenção para o aparecimento de jovens malabaristas na região, na sequência das acções de formação promovidas pelo grupo. Carlos Oliveira realçou ainda a edição nacional, nos últimos cinco anos, de três volumes sobre a "História do Circo em Portugal", única literatura do género existente no país. Da autoria de Luciano Reis, estes livros permitiram reunir "todo um historial, que estava disperso, da cultura circense, de que Portugal é tão rico", disse à Lusa. Carlos Oliveira destacou igualmente o contributo dos projectos do Teatrinho para a criação de públicos, referindo as salas "sempre esgotadas", e para a agenda cultural da cidade, dada a qualidade dos grupos e dos espectáculos que o grupo faz questão de trazer a Santarém. Outro tópico mencionado foi a promoção turística da região, a propósito da qual assegurou que muitos dos elementos das companhias estrangeiras acabam por voltar como turistas. "Tanto a Bienal como o FITIJ são hoje reconhecidos nos vários países que têm participado nestas iniciativas, havendo um interesse crescente de vários grupos estrangeiros", afirmou.

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