Cultura | 15-07-2008 10:17

Psiquiatra de Santarém lança livro “O Inimputável”

“O Inimputável” é o título do mais recente livro do médico psiquiatra Pedro Afonso, 40 anos. Nesta obra, o clínico, nascido em Santarém e que exerce a profissão no Hospital Júlio de Matos em Lisboa, fala dos voos ilegais dos serviços secretos norte-americanos nos quais levam suspeitos de pertencerem a redes terroristas para prisões secretas. A dada altura um psiquiatra tenta procurar respostas para um doente que sofre de uma estranha psicose esquizofrénica, o que o leva à descoberta de algumas mortes misteriosas numa enfermaria de doentes psiquiátricos inimputáveis. Este livro constitui uma viagem ao mundo dos doentes inimputáveis em que a ficção se confunde com a realidade. O protagonista chama-se Luís e acaba por descobrir que os esquizofrénicos estão a ser usados pelos serviços secretos num misterioso projecto de reprogramação da mente humana. Nas 303 páginas levantam-se questões actuais como a existência de interrogatórios e tortura praticados em prisões secretas. “Quis usar a minha experiência enquanto psiquiatra para desvendar como a medicina, mais concretamente a psiquiatria, infelizmente, pode ser usada de uma forma perversa e negativa violando os direitos humanos”, explica Pedro Afonso. O preço do livro é de 15,95 euros e é uma edição da Sopa de Letras. Pedro Afonso licenciou-se em medicina pela Universidade de Coimbra e especializou-se em psiquiatria. É ainda autor das obras científicas “Esquizofrenia conhecer a doença” e “Será depressão ou simplesmente tristeza?”. Estreou-se na área da ficção com “O manicómio Dr. Heribaldo Raposo” em 2006. Recorde-se que, segundo o Código Penal português, é inimputável quem, por força de anomalia psíquica, for incapaz, no momento da prática do facto, de avaliar a ilicitude deste ou se determinar de acordo com essa avaliação. Os inimputáveis são mandados internar pelo tribunal em estabelecimento de cura, tratamento ou segurança, sempre que, por virtude da anomalia psíquica e da gravidade do facto praticado, houver fundado receio de que venha a cometer outros factos da mesma espécie.

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