Cultura | 08-01-2010 10:50

Teatro: «Antítese, Anti-Ética, Antibiótico» de Pedro Barreiro

8 e 9 de JaneiroSexta-feira e Sábado |21h30Eu em nenhures. Eu colocado no lugar da solidão e do anonimato. As coordenadas falaciosas do eu determinadas pela relação de distância física imposta entre um corpo e outro corpo que se anulam a si mesmos no isolamento. Mas à medida que estes progridem decididos no sentido da aproximação, nenhuma existência poderá continuar a ser negada.A matéria move-se contorcida na urgência de comunicar e a direcção do esforço é só uma. Até ao ponto de contacto. É no suor que se encontram. Mais disformes e originais e por isso mais humanos na desumanidade. E o que daqui advém são contracções extremas de sinceridade. Tornamo-nos finalmente permeáveis aos demais. A sensibilidade que hibernava lá longe, para onde ninguém se atrevera a espreitar, despertou ainda convulsa mas determinada. Já não é possível a cisão entre o que nos ensinaram a pensar e o que nos proibiram de sentir.Texto, Encenação e Direcção: Pedro Barreiro Intérpretes: Anacris | Estêvão Antunes | Óscar Silva(Teatro) (Duração) 50’ (Classificação) M18 (Preço) 5 euros

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