Cultura | 08-12-2011 00:29

Filarmónica Maçaense a caminho dos 150 anos com pouca esperança no futuro

Filarmónica Maçaense a caminho dos 150 anos com pouca esperança no futuro
Reza a história que a Sociedade Filarmónica União Maçaense foi fundada em 1862, mas não se sabe exactamente em que data, por um grupo de maçaenses que formou uma banda de música com instrumentos adquiridos por subscrição pública. O alvará do Governo Civil veio em 1906. A filarmónica participou sempre e de forma activa nos vários arraiais e festas populares do concelho, assim como encontros de bandas, mas o desinteresse da juventude em dar continuidade a um trabalho de muitas décadas não augura um futuro risonho.Há cerca de 40 anos, a banda era composta sobretudo por pessoas já de idade adulta. Com a escola de música, a filarmónica reestruturou-se e começaram a aparecer os mais novos, sendo hoje composta quase sobretudo por jovens. Que contudo nãos e aguentam por lá muito tempo. "Quando chegam ao 12º ano acabam por desistir da filarmónica. As bandas não são coisas que estejam muito na moda. Os miúdos estão aqui porque os pais gostam de música. Temos quatro ou cinco músicos que apesar de estudarem fora vêm à banda, mas a grande maioria desliga-se", comenta José da Conceição.As opiniões dividem-se entre a direcção sobre o futuro da Filarmónica. "Quando toca a banda, toca-nos o coração", comenta Henrique Cerdeira, vogal. "Noutros tempos havia pais que pediam à direcção para os filhos entrarem na banda e pagavam até por isso, mas esse tempo passou. * Reportagem completa na edição semanal de O MIRANTE.

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