Cultura | 30-12-2011

A banda saiu à rua para lembrar que Alves Redol nasceu há 100 anos

A banda do Ateneu Artístico Vilafranquense saiu à rua na quinta-feira, 29 de Dezembro, ao final da tarde para lembrar que Alves Redol nasceu há um século. O momento, integrado nas comemorações do centenário que têm sido desenvolvidas ao longo do ano, evocou o dia do nascimento do escritor neo-realista, natural de Vila Franca de Xira.“A banda surpreendeu um conjunto de cidadãos no regresso a casa que andam no lufa-lufa do dia a dia”, realçou a presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Maria da Luz Rosinha.Os músicos percorreram a avenida Alves Redol até ao átrio do Museu do Neo-Realismo onde foi lançada a edição fac-similada do Cancioneiro do Ribatejo de Alves Redol com a chancela de O MIRANTE que se associou assim às comemorações do centenário.Esta é a segunda edição de um livro lançado em 1950 que estava fora do mercado há muitos anos e constitui um dos documentos mais importantes das tradições ribatejanas.O filho do escritor, António Mota Redol, lembrou que a editora publicou outras obras do escritor mas não se mostrou interessada em renovar esta edição. “Na minha opinião acho que estão enganados porque há cada vez mais pessoas a interessar-se pelas tradições e não só por igrejas e monumentos”, analisou.António Mota Redol disse a O MIRANTE que o livro evoca ecorda um património que teria desaparecido se não tivesse sido reunido neste livro. “São quadras feitas por pessoas analfabetas e por isso tinham que ser outros a escrevê-las. A maior parte delas foram recolhidas assim”, ilustra.Durante a sessão, para evitar que o pai se emocionasse, foi a filha, Catarina Redol, que agradeceu a forma como o avô (que não conheceu) foi acarinhado ao longo das comemorações.“Quando o sol se levanta eu me levanto/ Quando o sol se deita, eu me deito/ Eu faço um poço para beber, Eu cultivo a terra para comer…/ Para quê, então, um imperador?”, citou o director-geral de O MIRANTE, Joaquim António Emídio, do livro que mostra “a vida do povo cantada pelo povo”.A sessão evocativa do nascimento do escritor Alves Redol incluiu ainda o lançamento do carimbo comemorativo do centenário do escritor, iniciativa dos CTT. Reportagem completa na próxima edição de O MIRANTE.

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