Cultura | 25-05-2012 13:55

Centro de Investigação Joaquim Veríssimo Serrão abre sábado

O Centro de Investigação Professor Doutor Joaquim Veríssimo Serrão (CIJVS) abre oficialmente este sábado, numa cerimónia que vai juntar, no Convento de S. Francisco, em Santarém, muitos dos seus membros, entre os quais numerosos investigadores nacionais e estrangeiros.Martinho Vicente Rodrigues, diretor do CIJVS, disse à agência Lusa que desde o anúncio da criação do centro, em Março de 2011, foram muitas as adesões de investigadores tanto nacionais como de várias partes do Mundo, sobretudo da América Latina, mas também de Angola, Moçambique, Macau, Estados Unidos, Espanha, França, Itália.Alguns dos trabalhos de investigação e ensaios entretanto chegados ao CIJVS foram reunidos no número zero da revista “Mátria XXI”, que será lançado durante a cerimónia de sábado e que conta com o apoio de uma das fundações com as quais o centro já celebrou protocolos, disse.Essa revista, que a partir de Outubro terá uma periodicidade semestral, será um dos veículos de divulgação dos trabalhos desenvolvidos pelos membros do CIJVS, que actualmente rondam já os 250 associados, muitos deles professores catedráticos, mas também universitários e pessoas que, mesmo não sendo licenciadas, se dedicam ao estudo de determinadas temáticas, disse.Além da revista, a partir de 25 de Setembro, o CIJVS passará a realizar “assembleias de investigadores” quinzenais, “sempre às terças-feiras entre as 18:30 e 20:00”, nas quais será feita uma apresentação seguida de discussão, aberta a todos os que desejem assistir, mas em que apenas poderão intervir os associados, afirmou. Toda a actividade do CIJVS poderá ser acompanhada à distância, estando a ser criadas as plataformas que permitirão essa “ligação ao mundo”, adiantou.O espaço físico que acolhe a biblioteca pessoal do historiador Joaquim Veríssimo Serrão, a funcionar no antigo Presídio e actual Casa de Portugal e de Camões, em Santarém, “é a casa, o sítio”, mas o CIJVS “está espalhado pelo Mundo. Onde estiver um investigador, o centro está lá”, disse Martinho Vicente Rodrigues.Joaquim Veríssimo Serrão, actualmente com 86 anos, decidiu doar à autarquia a sua biblioteca pessoal, com cerca de 30.000 livros, 90 caixas com documentos manuscritos (entre os quais a correspondência que trocou com Marcelo Caetano, ex-primeiro ministro do Estado Novo entre 1969-1974) e objetos que possui na biblioteca de sua casa, em Santarém.Martinho Rodrigues adiantou que os documentos manuscritos, já todos inventariados, estão ainda classificados como “reservados”, obedecendo ao que impõem os estatutos do CIJVS e as normas internacionais, não podendo ser ainda consultados.O acervo inclui os ficheiros que Veríssimo Serrão, que presidiu durante 31 anos à Academia Portuguesa da História, usou para as suas investigações, os diplomas do historiador, quadros, condecorações e moedas.Professor catedrático jubilado da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Veríssimo Serrão foi reitor da Universidade de Lisboa de 1973 a 1974, ano em que foi exonerado a seu pedido, e presidiu à Academia Portuguesa da História entre 1975 e 2006, tendo recebido os prémios Alexandre Herculano (1954), D. João II (1965) e Príncipe das Astúrias de Ciências Sociais (1995), entre muito outros.

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